Sábado, 16 de Outubro de 2021
Doces inclusivos

Confeitarias investem em receitas sem glúten, lactose e açúcar

Com a medida, receitas se tornam mais acessíveis ao público de celíacos, alérgicos e demais pessoas que vivem sob restrições alimentares



WhatsApp_Image_2021-09-18_at_13.33.35_5B2ABDAF-ED31-42E6-B361-7F6D22F70C1B.jpeg A confeiteira funcional Adriana Vilaça descobriu sua intolerância a glúten e proteína há sete anos (Foto: Divulgação)
18/09/2021 às 12:44

“É como uma missão de vida mesmo”, diz a confeiteira funcional Adriana Vilaça Bandeira de Melo, sobre a confeitaria de doces inclusivos, sem glúten, lactose, açúcar, mas cheios de sabor, que vem conquistando o público a cada dia. Além de alcançar os intolerantes, é uma boa opção para os diabéticos e até mesmo quem deseja manter uma alimentação saudável.

Segundo Adriana, nada a deixa mais feliz que receber fotos de aniversários com seus bolos e as pessoas que antes, não gostavam, hoje estão comendo e sendo felizes com meus doces. Os feedbacks que recebo são lindos. "É muito mais do que um negócio, é fazer a diferença para vida de algumas pessoas”, completa.

A lista de doces costuma variar: entre eles estão bolos, tortas, brownies, cookies, biscoitos e até mesmo pães. Tudo isso, na maioria das vezes livres de trigo, leite e lácteos e sem açúcar. Essas receitas fazem com que a culinária se torne mais inclusiva.

“Muitos lugares ainda não oferecem doces ou pratos inclusivos, os intolerantes como eu sofrem. Meu sonho sempre foi ver crianças com restrições alimentares comerem a vontade em seus aniversários, como meu filho, por exemplo. Diabéticos se dando ao luxo de comer um bolo delicioso, igual ao convencional, uma vez por semana ou pessoas com alergia a proteína do leite se fartando em um chá da tarde com amigas, comendo tudo delicioso e sem passar mal, é incrível”, alega Vilaça.

Como tudo começou

Formada em farmácia, ela descobriu sua intolerância a glúten e proteína há sete anos atrás. Nessa época não havia opções de doces para Adriana Vilaça. Então começou a fazer cursos para eu fazer doces, sem glúten e proteína do leite.

“Quando meu filho Davi nasceu, há 6 anos atrás descobrimos que ele tem as mesmas intolerâncias que eu. Isso me impulsionou a transformar em um negócio. Atualmente, coloco tanta energia boa no que faço que acho que os clientes sentem também e virão assíduos”, informa.

Segundo a confeiteira Selma Reis, sua cozinha sempre aceitou desafios. As comidas saudáveis foram tranquilamente adicionadas aos cardápios. “Já preparávamos alimentos em geral e sobremesas sem qualquer tipo de açúcar e com baixo teor de gordura, específicos para diabéticos e cardíacos. Vale ressaltar que hoje temos uma excelente demanda de insumos para essas preparações, o que estende em muitas nossas variações e possibilidades”, frisa ela.



Repórter de A Crítica

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