SAÚDE

Na frequência correta do coração

Conversamos com quatro especialistas para tirar as mais diversas dúvidas sobre os batimentos cardíacos e suas variações, a fim de orientar quanto à possível necessidade de buscar ajuda médica.

Tiago Melo
20/01/2022 às 18:52.
Atualizado em 08/03/2022 às 15:56

Muitas vezes, as pessoas ficam preocupadas quando sentem alterações nas batidas do coração, como ritmos diferentes ou sensações de palpitações. Nesse sentido, é importante saber sobre os parâmetros de batimentos cardíacos normais por idade, já que há casos em que essas situações podem indicar doenças do coração.

Para um melhor entendimento do assunto, convidamos quatro cardiologistas com informações sobre as dúvidas mais comuns sobre os batimentos cardíacos e suas variações em diferentes situações, a fim de orientar quanto aos sinais que podem indicar a necessidade de buscar ajuda médica. Continue lendo para saber mais!

Dentro da normalidade

De acordo com o cardiologista Silas Avelar, a frequência cardíaca normal no ser humano, durante uma atividade do dia a dia, é de cerca de 70 a 80 batimentos por minuto (bpm).

“Quando nós vamos dormir naturalmente a frequência cai. Ela pode ficar até em torno de 45 a 50 bpm, se você estiver num sono profundo. Só tem uma fase da nossa vida em que a frequência cardíaca é um pouquinho mais alta, que é logo que a gente nasce. Um bebê ele tem uma frequência cardíaca normal em torno de 130 a 140 bpm, eventualmente até mais. Nunca vai ser abaixo de 100. Mas isso aí é só mesmo na primeira infância. Quando chega por volta dos cinco anos de idade, a frequência já vai para faixa de 70 a 80”, explicou ele.

Frequência nas alturas

Conforme o cardiologista Marcus Grangeiro, os batimentos cardíacos ficam altos em diversas ocasiões, como durante uma atividade física ou até mesmo em uma crise de ansiedade.

“É importante salientar que a frequência cardíaca é regulada por um sistema chamado sistema nervoso autônomo. Esse sistema nervoso autônomo é que faz, digamos, o controle através de receptores. Esses vários receptores fazem o ajuste fino no mecanismo de feedback para o sistema nervoso central de forma muito rápida. Nos idosos, geralmente há uma lentidão dessa resposta, causando, por vezes, a subida imediata da frequência cardíaca e a pressão arterial”, afirmou.

Condicionamento cardíaco

O cardiologista Rizzieri Gomes ressalta que para termos um melhor condicionamento cardíaco é necessário o treinamento regular, principalmente do tipo cardio, que é o treino aeróbico.

“Treino de bike, corrida e caminhada são ótimos para melhorar esse condicionamento físico, essa capacidade cardíaca. Uma dica é praticar os treinos intervalados intensivos, que são aqueles treinos que você oscila potência e frequência cardíaca caindo em curta duração e intercalando também com treinos mais longos e mais regulares”, destacou.

Batimentos cardíacos baixos

Segundo o cardiologista Paulo Ferreira, batimentos cardíacos baixos podem ser fisiológicos quando se relacionam às variações adaptadas do organismo, não oferecendo dificuldades ao bom funcionamento do coração.

“Entretanto, há causas que podem levar à redução dos batimentos que são decorrentes de doenças do coração e que afetam o sistema elétrico de forma primária ou secundária. Outras causas são as síndromes que exacerbam os estímulos do sistema VAGAL e alguns medicamentos, como os beta bloqueadores e antidepressivos, para exemplificar alguns’, comentou ele.

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