Indústria

Aiwa entra no mercado de ar-condicionado com produção exclusiva em Manaus

Diretor do grupo informou que produção deve entrar no auge em agosto, com previsão do início das vendas ainda no segundo semestre

Lucas dos Santos
26/06/2025 às 09:42.
Atualizado em 26/06/2025 às 09:42

(Foto: Divulgação)

A Aiwa Brasil anunciou, durante a Eletrolar Show 2025, a entrada no segmento de ar-condicionado, com doze modelos diferentes que serão fabricados totalmente na cidade de Manaus. A fábrica localizada no Polo Industrial da capital amazonense pertencia à Sony, mas foi comprada pelo Grupo MK – que controla a Aiwa e a Mondial – em 2021.

Segundo diretor de Produto e Comércio Exterior do Grupo MK, Jaques Krause, o mercado de ar-condicionado é a terceira etapa da diversificação de negócios da Aiwa, marca histórica no segmento do áudio. Quando a fábrica foi comprada em 2021, o grupo decidiu lançar três linhas novas de produtos: TV, micro-ondas e ar-condicionado.

“A linha de ar-condicionado acabou culminando de a gente começar a produção agora em 2025. Devemos iniciar a produção a partir do final de agosto. Aí ela vai arrancando e vai crescendo a partir desse ano”, disse.

Krause informou que a Aiwa ainda não possui uma expectativa de volumes finais de produção, mas a empresa espera chegar com uma boa participação de mercado no final de 2026. Ele confirmou que toda a produção ficará concentrada na cidade de Manaus.

“Até pela condição de PPB [Processo Produtivo Básico] que nós temos da região da Zona Franca de Manaus, toda a produção de ar-condicionado precisa ser feita lá. Então nós estamos seguindo toda as características do PPB, pelos incentivos fiscais, para a gente realmente conseguir ter um produto de boa qualidade e com um custo competitivo”, ressaltou.

 Lançamentos

 Os doze modelos de ar-condicionado que serão fabricados pela Aiwa na capital amazonense no próximo semestre estavam em exposição na Eletrolar Show 2025, em São Paulo. Segundo a marca, essa nova vertente busca diversificar a atuação no setor eletroeletrônico.

Os aparelhos buscam atender espaços distintos, desde áreas residenciais até comerciais. No folheto de divulgação, as capacidades dos equipamentos variam de 9 mil a 30 mil BTUs, com temperatura Fria e ciclo de Quente/Frio, além de conter tecnologia inverter, que ajusta o compressor e torna o consumo de energia mais eficiente.

A inteligência artificial e a conectividade sem fio também entram, com a possibilidade de ajustes de temperatura, escolha de modos e outras funções podendo ser feitas por um aplicativo de celular ou com assistentes virtuais como Alexa e Google Assistente.

Segundo Jaques Krause, a Aiwa ainda não tem números exatos de quanto poderá ser fabricado e vendido, já que “o início sempre é uma rampa de produção” e a empresa ainda deverá compreender o mercado para definir a capacidade de fabricação da empresa.

“A gente está fazendo essa empresa de ar-condicionado para que ela tenha uma boa condição de produção. A ideia é que tenhamos uma boa participação no mercado. Não sabemos ainda os percentuais”, concluiu.

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