A agremiação trouxe uma bateria diferenciada, incorporando atabaques, instrumentos de origem africana, para reforçar a identidade de Njinga
(Foto: Junio Mattos)
Como prometido no samba-enredo, os tambores rufaram na madrugada deste domingo (2) com o desfile do Grêmio Recreativo Escola de Samba (GRES) Vila da Barra. A agremiação trouxe uma bateria diferenciada, incorporando atabaques, instrumentos de origem africana, para reforçar a identidade do enredo que homenageia Njinga – A Rainha de Angola.
À frente da bateria "Pegada da Onça", a rainha Keise Rosa mostrou toda a sua simpatia e samba no pé. "Eparrei Oya! Tambores vão rufar é vento que leva meu povo a lutar na toca da onça ninguém me engana! Cria da vila tem a alma africana", entoou a escola, enquanto Keise sambava e arrancava gritos da torcida.
(Foto: Junio Mattos)
A agremiação azul e amarela foi a quarta a entrar na Avenida do Samba, e logo a força e a resistência da rainha Njinga tomaram conta do Sambódromo. A escola levou para a avenida alegorias representando a luta de Njinga contra a ocupação portuguesa e sua importância como líder de Matamba. As fantasias exaltaram a cultura africana, reforçando a narrativa de resistência e ancestralidade.
Mas a "Pegada da Onça", sob o comando do mestre Jhames Bessa, foi quem deu o tom do desfile da escola ao incorporar atabaques africanos. Na dispersão, Ronney Cruz, compositor da Vila da Barra, falou sobre esse diferencial trazido pela escola.
(Foto/ Drone: Jorge Alberto)
A Vila da Barra encerrou o desfile com o cronômetro marcando 1h07. Após a apresentação, o compositor Ronney disse acreditar que a escola estará em uma boa colocação no resultado.