Segurança

Cibersegurança tem carência de 500 mil profissionais especializados no Brasil

As consequências dessa escassez podem ser graves. Empresas e governos estão mais vulneráveis a ataques, que podem resultar em perdas financeiras, danos à reputação e interrupção das operações de serviços públicos.

acritica.com
20/02/2026 às 10:22.
Atualizado em 20/02/2026 às 10:22

(Foto: Agência Brasil)

Entre 2026 e 2028, o mercado brasileiro de cibersegurança crescerá para R$ 104,6 bilhões acumulados, com um crescimento anual estimado em 16%, trazendo grandes impactos, especialmente para o setor corporativo. Em grande parte, esse impulso se deve à utilização de ferramentas como a Inteligência Artificial e procedimentos como o Zero Trust, com aumento no rigor por parte das políticas internas e dos sistemas de detecção e proteção de dados. No entanto, há um problema sério pela frente: conforme estudos especializados, o país tem um déficit de aproximadamente 500 mil profissionais qualificados em cibersegurança. Com isso, tem surgido a oportunidade para um novo serviço: o SOC (Security Operation Center), ou  Central de Operações de Segurança, que funciona 24 horas no monitoramento de tentativas de invasão ou roubo de dados.

"A falta de profissionais qualificados em cibersegurança é um dos maiores desafios que enfrentamos atualmente. A pandemia, ao acelerar a digitalização em diversos setores, agravou ainda mais essa lacuna", afirma Alberto Jorge, CEO da Trust Control. 'Essa escassez aumenta a vulnerabilidade de empresas e governos a riscos como ataques de ransomware, vazamentos de dados e interrupções de serviços críticos,' alerta o especialista em cibersegurança.

Capacitação e Competitividade
Além de elevar a exposição a ciberataques, a falta de profissionais qualificados ameaça a competitividade das empresas e a segurança dos dados dos cidadãos. "Os prejuízos vão desde perdas financeiras expressivas e danos à reputação até a interrupção de operações de sistemas e serviços públicos. Por isso, a cibersegurança é um investimento essencial para qualquer organização", enfatiza Alberto Jorge.

A capacitação é uma das principais soluções para minimizar essa situação. Ações coordenadas entre governos, empresas e instituições de ensino superior são necessárias para fomentar a educação e o treinamento em cibersegurança desde os primeiros anos de escolaridade, preparando as novas gerações para lidar com as complexidades do mundo digital. "A criação de programas de incentivo, como bolsas de estudo e estágios, pode atrair jovens talentos para a área, garantindo a renovação da força de trabalho", observa o CEO da Trust Control.

A atualização contínua dos profissionais que já atuam no mercado também é fundamental. "A cibersegurança é uma área em constante evolução. Os profissionais precisam acompanhar as novas tendências e ameaças para garantir a proteção dos sistemas", afirma Alberto Jorge, destacando a importância de investimentos em educação, treinamento e tecnologia como pilares para fortalecer a defesa contra as ameaças cibernéticas. "A cibersegurança é um investimento imprescindível para o presente e, mais ainda, para o futuro. A escassez de profissionais qualificados é um risco que não podemos mais ignorar", conclui o CEO da Trust Control.

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