ECONOMIA SUSTENTÁVEL

Wilson Lima defende alternativas sustentáveis em lançamento do Fórum Amazonense de Petróleo

O discurso vem em meio aos ataques do governo federal a Zona Franca de Manaus. O evento ocorreu na manhã desta terça-feira, 10, no SENAI, bairro distrito industrial, zona sul de Manaus

Malu Dacio
online@acritica.com
10/05/2022 às 14:33.
Atualizado em 10/05/2022 às 14:33

(Foto: Gilson Mello)

Na solenidade de implantação do Fórum Amazonense de Petróleo e Gás o Governador do Amazonas, Wilson Lima defendeu a necessidade de implementação de mais alternativas econômicas sustentáveis para o estado. O discurso vem em meio aos ataques do governo federal a Zona Franca de Manaus. O evento ocorreu na manhã desta terça-feira, 10, no SENAI, bairro distrito industrial, zona sul de Manaus.

“É fundamental que o que a gente tem de recursos naturais na nossa região possa ser revertido em forma de benefício para a nossa população. Nunca se tornou tão premente a necessidade de discutir alternativas econômicas para a nossa região de forma sustentável”, defendeu o governador.

O governador também externou que seu grande desejo é que em algum momento esses recursos como o gás natural possam chegar as pessoas que mais precisam e fazer o que ele classificou como função social. 

(Foto: Gilson Mello)

“Que todo motorista em Manaus possa ter acesso ao gás. Que a gente possa oportunizar a qualquer um a adaptar o seu veículo e usar um combustível de uma fonte limpa. Embarcações movidas a gás natural e que tenha essa oferta. Linhas de entrega e distribuição de gás para baratear custos para o pequeno empreendedor. Incrementar a cadeia de atividades dos subprodutos que podem ser utilizados com o gás”, disse.

Discussões permanentes serão debatidas pelo fórum, que vem promover articulações e apoio para as ações das organizações que atuam no setor. O objetivo é desenvolver a cadeia de valor de petróleo e gás natural.
Wilson lembrou que quando assumiu o governo em 2019, essa foi uma das suas grandes preocupações.

“Em um dos primeiros movimentos que fizemos para que pudéssemos viabilizar essa cadeia foi a construção tributária junto com a Ineva para que ela pudesse se instalar no campo de azulão e em menos de 20 dias a gente tinha feito essa construção tributária e a Ineva anunciou esse empreendimento de aproximadamente R$ 2 bilhões”, disse Lima.

Ainda segundo o governador, apenas nesse processo foram gerados cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos. Wilson afirmou também que já existem estudos de outras empresas privadas para que novos postos sejam instalados no amazonas.

Wilson afirmou que as questões relacionadas a gás e a petróleo e outras matrizes como por exemplo a exploração mineral como a do potássio acontecem a médio prazo. “Para que a empresa possa fazer esse investimento no estado do Amazonas ela precisa ter um atrativo e naturalmente ter o resultado financeiro. Trabalha com o lucro”, afirmou.

O evento contou com a presença do governador Wilson Miranda Lima, o presidente da Federação das Indústrias (Fieam), Antonio Silva, o superintendente da Suframa, General Polsin; o prefeito de Manaus em exercício, Wallace Oliveira; o secretário da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Angelus Figueira e o diretor do departamento de política de exploração em produção de petróleo e gás natural do Ministério de Minas e Energia, Carlos Agenor Cabral.

Sobre o fórum

O Fórum quer criar um grupo especializado para debater o aumento da demanda por gás natural e as questões relativas à legislação local para a abertura de mercado, em consonância com a Lei nº 14.134/21, conhecida como “Nova Lei do Gás”. 

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) será a responsável por coordenar os trabalhos e discussões do Fórum Estadual de Petróleo e Gás.

A criação do Fórum foi uma das demandas apontadas na Mesa Reate Amazonas, realizada no dia 28 de setembro, em Manaus. A ação integra o Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que busca promover articulação regional voltada à estruturação da cadeia do petróleo e gás e visa o desenvolvimento de um melhor ambiente para negócios.

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