GREVE NACIONAL

Em protesto contra privatização, petroleiros entram no 3º dia de greve no AM

No Amazonas, o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) mobilizou mais de 300 funcionários na greve nacional

Cley Medeiros
03/02/2020 às 15:16.
Atualizado em 22/03/2022 às 16:56

(Foto: Divulgação / Sindipetro)

Mais de 7 mil petroleiros paralisaram atividades em pelo menos 10 refinarias da Petrobras desde a meia-noite de sábado (31) durante uma greve nacional por período indeterminado. No Amazonas, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Amazonas (Sindipetro-AM) mobilizou mais de 300 funcionários na greve nacional. Eles pedem a suspensão dos processos de privatização de cinco grandes refinarias, incluindo a Reman, de Manaus.

"Nosso movimento está crescendo e uma forte adesão nacional já pode ser vista", afirma Marcus Ribeiro, coordenador-geral do Sindipetro. Ele organiza desde as primeiras horas de sábado o movimento de trabalhadores no Estado. Na sexta-feira (31), o sindicato sinalizou que o movimento não deve afetar o abastecimento de combustível na capital.

O coordenador explica que as ações miram na conscientização dos funcionários da estatal sobre o processo de privatização de refinarias, anunciado desde março do último ano pelo governo federal. 

Na visão dos sindicalizados, a venda das unidades para a iniciativa privada não garante aumento da concorrência e a consequente diminuição dos preços de combustíveis, principalmente o da gasolina. "As pessoas se enganam acreditando que a privatização vai diminuir os preços nos postos de combustíveis, não irá", argumenta o coordenador do Sindipetro.

O pagamento dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), que a entidade sindical afirma ter sido firmado em novembro pelo Tribunal Superior (TST), e que a Petrobras estaria deixando de pagar, é um outro ponto de reivindicação da categoria. 

Em nota divulgada à imprensa, a entidade sindical afirma que "a Petrobras vem tomando decisões por conta própria e não negocia com a categoria questões como tabela de turno, banco de horas, plano de saúde e participação nos lucros, que já havia sido determinado pelo TST", diz o trecho da publicação no site da Federação. 

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), os grevistas somam 12% de todo o efetivo da Petrobras.

A empresa, entretanto, não confirmou o número de funcionários que aderiram ao movimento, mas informou, por meio de nota, que tomou "as providências necessárias para garantir a continuidade da produção de petróleo e gás e o processamento em suas refinarias, bem como o abastecimento do mercado de derivados e as condições de segurança dos trabalhadores das instalações".

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