Gripe

Inverno e diminuição do uso de máscaras: as causas do aumento de casos de virose em Manaus

Dados da Prefeitura de Manaus mostram aumento de casos de síndromes gripais. Especialista afirma que números podem ser ainda maiores

Michael Douglas
24/12/2021 às 11:10.
Atualizado em 08/03/2022 às 19:06

(Foto: Divulgação)

Com a chegada do inverno amazônico, os números de casos de virose e gripe tendem a subir. De acordo com dado da Prefeitura de Manaus, de novembro até a primeira quinzena de dezembro foram registrados oficialmente, 309 casos confirmados de Influenza na capital. Destes, 272 são do tipo A sazonal (H3N2). Os outros 37 não foram especificados por subtipo.

Segundo dados do Departamento de Controle, Regulação, Avaliação e Informação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a maior incidência de casos é na faixa etária de 21 a 30 anos, com 113 casos. Segundo a Semsa, o aumento no número de casos no período chuvoso no Amazonas (de novembro a maio) é esperado por esta ser uma ‘doença sazonal’.

Já de acordo com o médico infectologista Nelson Barbosa, tais registros se devem não apenas a mudanças climáticas, mas também a redução no uso de máscaras – utilizadas principalmente com meio de prevenção contra a Covid-19 e suas variantes.

“Todo nosso inverno amazônico passamos com síndromes gripais. Não as tivemos no ano passado porque o uso da máscara era obrigatório, ele acaba servindo para as duas coisas: evitar síndromes gripais e infecção pelo Coronavírus. Se formos verificar os números de casos no ano passado, não são expressivos. Já esse ano, por conta da vacinação, as pessoas acabaram achando que podiam relaxar”.

Ainda segundo o infectologista, existe a possibilidade de o número de casos de virose ser maiores do que o registrado, tendo em vista que muitas pessoas preferem tratar a doença em casa, indo a hospitais apenas em último caso.

Vacinação

A campanha nacional de vacinação contra a Influenza foi realizada no período de abril a agosto de 2021, sendo específica para 17 grupos prioritários (a campanha não é aberta para a população geral), com a meta preconizada pelo Ministério da Saúde de imunizar pelo menos 90% do total estimado (pelo MS) para cada grupo. Este ano, de acordo com o Sistema Municipal de Vacinação (SMV) da Semsa, apenas em dois grupos - puérperas (109,60%) e indígenas (93,17%) as metas foram alcançadas.

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