'Sem freio'

Moradores se queixam de carros em alta velocidade na Av. das Torres

O acidente envolvendo dois carros na Avenida das Flores, no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, na manhã de segunda-feira (1), não é o primeiro registrado na área, e segundo moradores daquele perímetro possivelmente não será o último

Michael Douglas
online@acritica.com
01/08/2022 às 19:19.
Atualizado em 01/08/2022 às 19:19

(Foto: Gilson Melo)

O acidente envolvendo dois carros na Avenida das Flores, no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, na manhã de segunda-feira (1), não é o primeiro registrado na área, e segundo moradores daquele perímetro possivelmente não será o último. Desta vez os problemas não são os buracos, já que o asfalto se encontra em boas condições, mas sim a alta velocidade que os motoristas passam pelo local, e a passagem de pedestres em área não sinalizada. 

Para se ter uma ideia, além do acidente desta segunda-feira, há duas semanas um carro modelo gol acabou capotando após colidir com um Ford Ka e um Siena.  

Para o aposentado Manoel Abril Pinheiro, os moradores desta parte da cidade precisam convivem diariamente com os perigos desta via, não havendo principalmente uma atenção especial aos pedestres. 

“Eu moro aqui há pelo menos 16 anos e já vi muito acidente, mesmo com essa avenida sendo recente. Eles [motoristas] passam muito rápido e as vezes qualquer errinho já vira um acidente, e mesmo com isso aqui [mureta de contenção], a gente não se sente tão seguro assim, porque se um carro desse vier muito rápido, não tem ferro desse que segura”, afirma o aposentado. 

Já para o jovem Anderson Vinicius, de 18 anos, ainda que considere a via bem sinalizada, a alta velocidade com que os motoristas passam por aquele perímetro faz com que os pedestres se sintam inseguros para andar às margens da via. 

“Acidente grave como esse de hoje eu não vi muito não, mas sempre tem uma batida ou coisa mais ‘leve’. É uma situação complicada principalmente para quem anda a pé, porque se eu precisar atravessar para o outro lado, ou eu dou uma volta gigante para conseguir ir pelo retorno, ou eu me arrisco atravessando. Se for uma hora do dia muito movimentada, tem gente que fica pelo menos 10 minutos parado esperando conseguir atravessar”, relata o jovem. 

“Eu queria mesmo é que fizessem uma passarela por aqui, porque se não a gente têm que dar uma volta muito grande [pela parte de cima do viaduto] para conseguir atravessar com segurança. A gente já pediu várias vezes, mas a prefeitura disse que o projeto dessa avenida não tinha uma passarela”, diz Manoel Abril. 

A reportagem de A CRÍTICA tentou contato com o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), mas até o momento não obteve retorno. 

Sobre o acidente de segunda-feira 

O acidente envolveu um carro modelo Siena de placa NPA 7782, cor vermelha e um Ford Ka, de cor preta e deixou quatro pessoas feridas. De acordo com a da 15ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o acidente ocorreu por volta das 7h.  Uma mulher que dirigia o Siena ficou presa nas ferragens e foi necessária a ação do Corpo de Bombeiros para fazer o resgate. 

Segundo testemunhas, o Ford Ka perdeu o controle na pista, invadiu o canteiro central e foi parar na contramão da avenida, onde atingiu um Siena. O motorista do carro preto, que estava sem o cinto de segurança, foi arremessado do veículo. As vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para unidades de saúde da cidade.

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