Busca e apreensão

Operação mira comerciantes que não devolviam cartões para clientes no AM

A Operação Livre Arbítrio teve o objetivo de cumprir nove mandados de busca e apreensão, em estabelecimentos comerciais que estariam praticando preços abusivos e retendo os cartões bancários de idosos, indígenas e outros cidadãos, juntamente com as senhas

Portal A Crítica
26/02/2021 às 19:06.
Atualizado em 09/03/2022 às 09:12

(Foto: Divulgação)

As polícias Civil e Militar do Amazonas deflagaram, em Nova Olinda do Norte, nesta sexta-feira (26/02), a Operação Livre Arbítrio que teve o objetivo de cumprir 9 (nove) mandados de busca e apreensão, em estabelecimentos comerciais que estariam praticando preços abusivos e retendo os cartões bancários de idosos, indígenas e outros cidadãos, juntamente com as senhas.

A operação foi feita a pedido do Minitério Público do Estado, que recebeu a denúncia por intermédio do Conselho Municipal dos Direitos dos Idosos de Nova Olinda. O promotor de Justiça Kleyson Barroso, titular do MP local, pediu à Justiça que deferiu os mandados, determinando que fossem recolhidos os cartões magnéticos de terceiros que estivessem em poder dos comerciantes, além de aparelhos celulares, smartphones, tablets e notebboks e computadores utilizados nas respectivas atividades comerciais.

"Com essa medida judicial, o Ministério Público pretende acabar de uma vez por todas com essa prática que é antiga em Nova Olinda do Norte/AM, onde empresários enriqueceram vendendo produtos com preços bem acima do valor de mercado a idosos, a indígenas e a outros cidadãos, que tinham seus cartões bancários e senhas retidos por esses comerciantes, como garantia de pagamento. Por estarem com os cartões e senhas, os comerciantes faziam os saques e devolviam para o dono do cartão o valor que sobrasse após descontar o custo superfaturado das compras", afirmou o Promotor de Justiça Kleyson Barroso.

A operação recebeu a denominação de Livre Arbítrio, porque essa prática adotada pelos comerciantes retira a liberdade dos idosos, dos indígenas e de outros cidadãos de comprarem no estabelecimento comercial que achassem mais conveniente, já que sempre ficaram presos ao estabelecimento comercial onde seus cartões bancários estavam retidos e sujeitos a preços abusivos. Centenas de cartões e dezenas de documentos - RGs e CPFs - foram apreendidos, além de armas de fogo. Os comerciantes foram levados para a Delegacia de Nova Olinda do Norte, onde responderão criminalmente por retenção dos cartões e apropriação indébita.

A operação policial foi coordenada pelo Delegado Bruno Fraga e contou com a participação de policiais civis e militares, que deslocaram-se de Manaus exclusivamente para a operação.

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