Sexta-feira, 30 de Julho de 2021
Editorial

500 mil vidas perdidas


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21/06/2021 às 07:43

Neste final de semana, o País ultrapassou a trágica marca de 500 mil mortos pela covid-19. Mais do que encontrar culpados, o foco principal da nação precisa ser a mesma necessária nos últimos 4 meses: o combate à pandemia. Isso não significa que responsabilidades não devam ser apuradas e eventuais omissões, devidamente punidas. Mas o principal esforço de todos deve ser conter o avanço da pandemia e seus efeitos. O atingimento da triste marca nos lembra que a crise sanitária não acabou e que o risco de um novo recrudescimento ainda é real. Em verdade, diversas cidades pelo País enfrentam nesse momento a necessidade de retomar o fechamento de atividades não essenciais, o que significa mais prejuízos econômicos, empregos e risco de agravamento da crise.

Ultrapassar tal número de vítimas fatais também nos leva a pensar nos erros que nos conduziram a esse ponto; no que o País poderia ter feito diferente para evitar a ampliação da tragédia. Esse tipo de reflexão é necessária para nos ajudar a tomar atitudes concretas agora e nos deixar mais perto de superar a pandemia. A resistência inicial de uma parcela significativa da população às vacinas contra a covid é uma dificuldade que, felizmente, está sendo vencida pelo bom senso. A forte adesão ao mutirão de vacinação promovido na semana passada em Manaus mostrou que a campanha de desinformação contra os imunizantes vem perdendo a eficácia. Cada vez mais pessoas percebem que não faz sentido ter mais medo da vacina que do próprio vírus. E isso é ótimo, na medida que o fim da pandemia depende fundamentalmente do avanço da vacinação. Apenas com mais de 70% da população imunizada será possível pensar em uma retomada segura de todas as atividades econômicas.

Mais de 500 mil brasileiros se foram. Mas deixaram pessoas queridas que velam por suas memórias. Toda vez que se coloca máscara para sair de casa, que se evita aglomerações desnecessárias ou que se adere à vacinação, não se toma apenas atitudes de autoproteção ou de proteção ao próximo; presta-se homenagem aos milhares que já perderam a vida em decorrência da doença. Basta de omissões, de desinformação e de discursos que apenas confundem. Perdemos 500 mil, mas a luta contra a pandemia continua e precisa do engajamento de todos.


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