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Editorial

A bandeira nos ensina

17/04/2016 às 07:05
Show bandei

O Brasil vive hoje o que em ciências sociais costuma-se chamar de dia histórico com a votação, pela Câmara Federal, da admissibilidade de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). O resultado, pelo andar da carruagem, ainda é incerto, apesar de as duas partes cantarem vitória antecipada garantindo que têm os votos necessários para aprovar suas posições.

Em tese, o trabalho do governo é menor, pois precisa de menos votos (172) ou contar com a ausência de algum favorável a abertura do processo. A oposição precisa mobilizar todos os favoráveis e ainda contar que o governo não alcance o número mínimo de 172 votos. Será, como se diz no senso comum, luta de cachorros grandes.

Mas ao final da noite de hoje talvez não seja o fim desta batalha, que, ressaltamos, é um desdobramento da acirrada eleição de outubro de 2014, quando a presidente prevaleceu sobre a oposição por escassos 3 milhões de votos e assim iniciou um mandato complicadíssimo e que foi se complicando ainda mais pelo caminho com a dura realidade da crise econômica, que desde 2008 estava a espreita da terra brasilis.

A política, como a nobre arte, contudo, terá de se reinventar após esta noite, seja qual for o resultado da votação. O povo brasileiro precisa voltar a se unir na paz e harmonia sinalizada pelo azul e branco da nossa bandeira para podermos desfrutar de todas as possibilidades que nossas riquezas, expressa no amarelo do nosso pavilhão máximo, nos garantem. Unido e em harmonia os brasileiros podem mais, podem superar a crise, fazer o País crescer, desenvolver nossa economia e entrar definitivamente para o grupo de Nações em que o bem estar social é uma realidade.

Para isso, temos de novamente recorrer ao simbolismo da nossa bandeira para mirar no verde  da esperanda e sairmos de uma situação que cinde a população. Somos grandes e somos fortes, gigante pela própria natureza diz nosso hino, mas só somos assim se juntos. Separados somos fracos, separados somos pequenos e para lugar algum conseguiremos ir.

O País precisa passar pela provação de hoje e saber que amanhã será outro dia, mas um dia para construirmos a paz, buscarmos a união que nos agiganta e nos faz ser o povo mais querido deste planeta.