Domingo, 16 de Junho de 2019
Editorial

A bioeconomia na Amazônia


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25/05/2019 às 09:08

A bioeconomia movimenta no Brasil R$ 1,4 trilhão ao ano, os dados são da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e indicam que o País pode crescer mais nesse setor. Para isso, terá que alterar profundamente comportamentos destrutivos que se cristalizam no Governo Federal como políticas governamentais, a própria Secretaria da Agricultura e do Cooperativismo necessita ser vista nesse papel estratégico de impulsionar setores que têm fôlego para fazer a economia girar, agregar famílias e segmentos e valores próprios tanto da agricultura quanto do cooperativismo.

O seminário Basil-Alemanha de Bioteconomia ‘Plantas Medicinais: Conectando Florestas, Ciências e Negócios’, realizado pela Universidade Federal do Amazonas (UEA), abordou a temática em encontro na cidade de Manaus, onde participaram gestores públicos, pesquisadores do Amazonas e da Alemanha. A Amazônia é um dos maiores laboratórios mundiais nesse campo e terá essa condição insuflada cada vez mais, o que é necessário colocar em prática é a forma desse insuflamento, a serviço de quais setores estará e onde se situará a dimensão pública dos recursos para a produção de biofármacos, biocorantes, biocosméticos.

As universidades da Amazônia e os institutos de pesquisa têm papel central na tomada de decisão e de impulso da bioeconomia. O momento atual, com política de cortes de recursos financeiros que atingem duramente essas instituições poderá ser crucial e atrasar passos que necessitam ser dados. Os governos da Amazônia, os setores empresariais e de pesquisa podem iniciar um bom movimento para fazer o caminho da realização das coisas e estabelecer outras conexões superando a postura retrógrada que o Governo Federal adota e tenta submeter o País, notadamente ao modelo de negócios norte-americanos que tem mão única.

Avançar nas pesquisas, melhorar os ambientes, esclarecer os diferentes segmentos populacionais e firmar parcerias justas é um dos caminhos a ser trilhado e ou reforçado já. O seminário foi um passo dado, deixou indicadores importantes. Faltam os outros e estes, para se concretizarem, deverão ser colocados na pauta da prioridade dos governos da Amazônia e das instituições de ensino e pesquisa da região que têm a oportunidade de promover mais pesquisa, envolver maior número de pesquisadores das diferentes áreas e liga-los com os núcleos sociais regionais.


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