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Editorial

A Complexidade Nacional

11/12/2016 às 21:11
Show temer3

A semana começa com o País envolto e sob o impacto das novas delações de executivos da empreiteira Norberto Odebrecht no bojo da operação Lava Jato. Nelas está presente o nome do atual prefeito de Manaus, Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto (PSDB), que há tempos posa de vestal da política amazonense, e de alguns próceres da República.

 O caso mostra mais uma vez que o sistema político brasileiro está impregnado da forma equivocada de se fazer política e precisa ser reformado urgentemente para que possamos entrar numa nova fase. Uma fase, preferenciamentel, na qual possamos todos viver sob a égide de uma política diferenciada e com perspectivas novas de direções corretas e cujo foco seja o bem comum, seja a coisa pública e não o interesse privado.

No caso mais grave da atual quadra há citações ao próprio presidente da República, Michel Temer (PMDB), que agora terá de lidar com as suspeitas de ter recebido dinheiro sujo da empreiteira baiana para fins que ninguém consegue saber qual foi. Neste sentido, ele terá que mostrar com muita transparência qual a verdadeira relação com a empresa e o fulcro do dinheiro recebido ou repassado dentro do partido.

Por sinal, o partido, o PMDB, está no alvo de quase todas as delações feitas até o momento, uma vez que é, depois do PT, o maior partido nacional, tem a maior penetração e por isso administra a maior parte do orçamento público nacional, numa prova de que, bem mais do que pessoas, o problema está no sistema político brasileiro.

Essa situação demonstra que o País precisa urgentemente enfrentar a questão capital da reforma política, arejando a vida pública com um novo modus operandi. Não podemos mais conviver com este concluio firmado entre o poder político e o poder econômico, que juntos fazem o que bem lhes aprouver sem ter em mente que as pessoas, o brasileiro, devem ser o personagem central sempre. Não podemos mais, neste cenário, deixar que o interesse escuso mande no País, que a Nação seja regida pelos que mais têm e não pelos que mais querem o bem da Nação.