Sábado, 04 de Dezembro de 2021
Editorial

A corda aperta o pescoço do brasileiro


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09/10/2021 às 08:04

A semana começa com um novo reajuste nos preços da gasolina e do gás de cozinha, no valor de 7.2%. A sequência de aumentos nos derivados do petróleo vem castigando os brasileiros profundamente. A situação tende a se agravar e não há, por parte das autoridades econômicas e governamentais, nenhuma atitude para reduzir o impacto desses aumentos na vida das famílias.

Ao contrário, as falas oficiais justificam a necessidade dos reajustes seguidos e tornam as mais de 200 milhões de pessoas refém, no Brasil, da lógica de uma economia dependente das oscilações do dólar e do preço do petróleo. É dever constitucional d governo atuar no sentido de preservar os direitos e assegurar condições mínimas à população para a qual tem compromisso de governar.

A corda aperta no pescoço da maioria dos brasileiros e, em efeito cascata, milhares estão sendo sufocados. Falta recurso financeiro para garantir a gasolina no veículo e o gás de cozinha. Essas mesmas famílias juntam-se a outras em estado de maior vulnerabilidade que já sofrem sem trabalho, sem renda e com a fome que se tornou real. 

O governo em silêncio prossegue com a desestruturação de vários setores e reduz as ações de caráter social que poderiam reduzir os efeitos da crise produzida, em parte, pela ineficiência da administração federal. A sensação é de que o País vive um tempo de desgoverno e de ataques permanentes de autoridades públicas a servidores, jornalistas e organizações sociais que o criticam por essa postura.

Para agravar ainda mais o cenário nacional, a inflação chega a 10,25% e influencia em maior descontrole. Mesmo os que estão empregados sentem nos bolsos o reflexo da situação com a elevação dos preços dos alimentos e de serviços que impactam o poder de compra e obrigam os consumidores a retirar da cesta básica alguns produtos porque não podem bancar o preço cobrado. 

Em vários lares a dificuldade é tamanha que o número de refeições foi reduzido. O jantar, para essas famílias, passou a ser substituído por lanches que sejam mais baratos e possam atender a todos os membros da casa. A alternativa é para fazer alimentos como peixe, carne, frango, feijão e arroz rederem mais se as porções forem utilizadas somente para o almoço.
 


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