Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021
Editorial

A Covid-19 e a responsabilidade pública


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02/12/2020 às 07:05

Em várias cidades brasileiras, a Covid-19 volta a assustar e produzir vítimas que lotam as unidades de saúde públicas e particulares.  A carta divulgada por cientistas do Estado do Rio de Janeiro é um apelo que cabe para todo o Brasil e precisa ser recepcionada com atenção para impedir que o País viva mais uma vez o quadro crítico registrado a partir de abril deste ano.


Muitos dos adoecimentos ora em alta de Norte a Sul brasileiros são resultado de atitudes que ignoraram os procedimentos de prevenção e optaram pela participação em ambientes de maior aglomeração e sem uso de máscara e limpeza das mãos. As campanhas eleitorais e as comemorações são algumas das motivações para o aumento da contaminação por esse novo coronavirus. Outros são os centros de compras e as festinhas clandestinas que ocorrem em vários locais, diferentes horários e desrespeitam os protocolos e decretos.


No Amazonas, além de Manaus, onde as notícias de festas clandestinas demonstram como setores da sociedade, incluindo servidores públicos de diferentes escalões, estão ocorrendo e atraindo milhares de pessoas, municípios como Novo Airão sofrem as consequências da omissão e da irresponsabilidade. O que deve ocorrer, a partir de agora, com liberação de vários espaços desde o dia 1º deste mês, é um perigoso teste de capacidade de lidar com o vírus e os espaços destinados ao atendimento médico-hospitalar dos doentes. No caso local, a taxa de ocupação está, hoje, acima de 70%.


Os dados de diferentes estudos mostram como nesta região, o isolamento social e a observância dos protocolos médico-sanitários são ignorados ou parcialmente cumpridos. Ou seja, é como se não houvesse pandemia. A responsabilidade do governo do Estado, dos prefeitos e dos representantes do Judiciário e do Legislativo é exigida para que não prevaleça o desejo único de aquecer a economia e lotar os hospitais e os cemitérios. Na balança, o sensato e o recomendável é que saídas criativas sejam direcionadas para movimentar a economia sem minimizar a atenção às regras do cuidado, da prevenção e do distanciamento social. Não deveria interessar aos agentes públicos lidar, de um lado, com o resultado positivo de iniciativas econômicas, e, de outro, com um grande número de pessoas doentes, em sofrimento, e elevação do índice de morte.      
 


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