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Editorial

A educação e o déficit de vagas em escolas públicas do Amazonas

15/12/2017 às 21:06 - Atualizado em 15/12/2017 às 22:00
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O déficit de vagas nas escolas públicas de Manaus e do Amazonas é resultado direto do desmantelamento de estruturas que mesmo com falhas garantiam ações combinadas para retirar a educação da condição precária em que se encontrava no Estado. Alguns resultados favoráveis vinham sendo conquistados. Dados positivos sem desconsiderar a distância de um padrão de qualidade para a educação amazonense podiam ser exibidos como redução da taxa estadual de analfabetismo, de evasão escolar e maior qualificação dos professores.

Setor sensível que não responde satisfatoriamente às medidas feitas a toque de caixa, a educação se caracteriza pela necessidade de investimentos permanentes em pessoas e manutenção decente à estrutura física. Exige ser trabalhada coletivamente e avançar como política pública até ser completada como um valor decisivo a toda sociedade. Administradores públicos têm brincado com a educação e, alguns, utilizado essa área para promover negócios particulares.

Falta espaço para estudante estudar em Manaus e nos outros municípios. Por que se chegou a essa condição? Está fora de controle o número da população estudantil amazonense? Os técnicos da área que monitoram escolas, estudantes, volume de vagas não conseguiram perceber a asfixia do setor? Dentro de pouco tempo, pais e responsáveis por alunos estarão em mutirões nas madrugadas para enfrentar outra situação constrangedora na briga por vaga para eles. Somando os dados o que se tem é um quadro de quase paralisia no setor educacional enquanto lugar de desenvolvimento de políticas estratégias para uma cidade, um estado e um País que planejam tem um novo e bom horizonte de desenvolvimento.

Gestores públicos do Amazonas não podem usar como desculpa a falta de verba. Há recursos, o que parece faltar é o gerenciamento comprometido com a superação e o fortalecimento da área. Esforços feitos nessa direção foram desprezados em nome de outras práticas e de outros interesses. O resultado aparece nessa radiografia ora apresentada e tende, se medidas adequadas e firmes, não forem adotadas imediatamente. Ao sabor eleitoreiro e da lógica que a coloca como mercadoria, a educação no Amazonas mergulhará em crise ainda maior. É preciso que os poderes instituídos se mobilizem para impedir retrocessos maiores e, por força da responsabilidade que têm, buscar saber o porquê desse quadro.