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Editorial

A eleição qualificada

09/11/2017 às 22:15
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A passagem do prefeito de São Paulo por Manaus, ontem, nos permite um exercício de reflexão sobre a eleição geral do próximo ano em face dele ser um dos postulantes do PSDB, o maior partido da oposição ao chamado lulo-petismo.

Em sua fala, ele foi bem claro ao defender que os Tucanos precisam estar unificados para enfrentar em condições de vencer os candidatos que se posicionam nos extremos do populismo e, por acaso, os atuais líderes nas pesquisas de intenção de voto.

 Vencer o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) ou o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) é tarefa que exigirá do PSDB uma defesa clara das teses do partido e fazer com que elas sejam entendidas claramente pelo eleitor urbanos e aqueles que vivem nos rincões do País. Para isso será necessário uma pacificação que foi sumariamente atrapalhada ontem com a decisão do presidente do partido, o senador Aécio Neves (MG), de retomar o cargo apenas para destituir o adversário interno dele, o senador cearense Tasso Jereissatti.

 Após reassumir o comando tucano, Aécio Neves, que está as voltas com uma série de acusações no âmbito da operação Lava Jato, indicou para presidir o partido o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, que pela idade e liderança no ninho tucano paulista já entrou diversas vezes em bolas dividas com o prefeito Doria. Este cenário mostra que a pacificação e unificação  pregada pelo prefeito será um trabalho de gigantes.

E por quê é ruim o PSDB chegar dividido na eleição do próximo ano? Simplesmente porque o partido marcou sua trajetória por oferecer, com seus quadros qualificados em diversas áreas, soluções para os problemas nacionais com grande dose de coerência e qualidade, o que a maioria dos outros dessa selva partidária nacional não fez.

Não ter um debatedor qualificado na eleição é um problema que pode fazer com que o processo seja contaminado pela negação do adversário e, todo país democrático precisa disso, isso leva a acirramento de ânimos muito prejudiciais em tempos como os de hoje. Basta ver o que ocorreu em 2014, a eleição com o mais alto grau de ofensas entre os principais candidatos. O acirramento resultou num governo fraco e numa oposição que apostou tudo no impeachment quando poderia ter assumido a liderança e estar em melhores condições nos dias atuais.