Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019
Editorial

A falta frequente de energia elétrica


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19/09/2019 às 08:34

Moradores de Manaus e de outros municípios do Amazonas reclamam, há dois dias, da falta de energia elétrica que está se tornando recorrente. Em Iranduba, após o roubo de cabos, até agora a situação no fornecimento de energia se mantém irregular, em outras cidades não há explicação sobre o porquê das interrupções no serviço, estas se repetem e não há informação da empresa responsável pela geração e distribuição de energia.

No mês de julho, em Codajás, a Justiça suspendeu o pagamento da conta de energia elétrica exatamente pelo longo período que a população ficou submetida as falhas e interrupções no fornecimento de luz. O problema, pelos relatos diários de moradores feitos à mídia como pedido de socorro para que o problema se torne conhecido e alguma uma solução possa ser encaminhada. O juiz Geildson Lima, da Comarca de Codajás, apontou um caminho, não pagar pelo serviço não realizado. Até então prevalecia a outra ordem: pegar a fatura e dar um jeito de pagar o valor cobrado sem que a integralidade do fornecimento de energia elétrica tivesse sido observada.

Os valores cobrados para ter acesso à energia elétrica são, em geral, elevados. O que gera angústia e frustração aos usuários do sistema é exatamente a precariedade no atendimento, por vezes, o longo período em que são diretamente afetados e prejudicados por essa deficiência e pela qual têm que pagar. A justiça é cobrada a avançar em ações que posam proporcionar a garantia e o respeito dos direitos desses usuários, exigir que a empresa ofereça dados reais das condições de atendimento às populações e demais setores nas cidades e, apresente ao mesmo tempo, um quadro mais real da situação do setor elétrico no Amazonas. Quais áreas estão sujeitas aos apagões, que tipo de planejamento está sendo feito para minimizar as interrupções no fornecimento de energia e com qual projeção trabalham os operadores.

Há falta de respeito no trato desse assunto e um aparente descaso das autoridades quanto ao comportamento dos operadores, o que facilita a manutenção de uma conduta que ignora as dificuldades e o sofrimento a que estão sendo submetidos os usuários. Pequenos comerciantes, nessas cidades, acumulam prejuízos em seus negócios em função da frequência de interrupção na oferta da energia. São punidos duas vezes.


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