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Editorial

A hora da verdade eleitoral

06/08/2016 às 01:47
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Numa das temporadas mais agitadas, mesmo para os padrões amazônicos, de articulações políticas visando uma eleição, ontem finalmente o quadro eleitoral  municipal se desenhou e teremos, se nada de novo houver no front, nove candidatos a Prefeito de Manaus, o atual e mais oito.

Neste sentido, passadas todas as tensões, trocas de acusações, exageros aqui e ali, chegou a hora em que cada um postulante terá de se debruçar sobre o futuro da cidade que abriga dois milhões de habitantes, tem um dos polos industriais mais pujantes do País, apesar da crise, concentra um comércio respeitável e uma massa de trabalhadores enorme. O que pensam os nove postulantes ao cargo hoje ocupado por Artur Neto? Como se prepararam para ir ao eleitor pedir o voto de confiança para dirigir a cidade pelos próximos quatro anos? Que novidades apresentarão? Quais caminhos para a solução de nossos problemas são vislumbradas? Enfim, chegou a hora de mostrar a que veio, se preparara para os choques de ideias, hora de deixar as tensões e as baixarias de lado e pensar somente nas pessoas que estão ansiosas para ver Manaus crescer, se desenvolver e ofertar uma boa qualidade de vida aos seus habitantes.

Chegou, por assim dizer, o momento em que o distinto público eleitor esperar ver a diferença entre os que querem servir a coisa pública e os que somente querem dela se servir. É hora, senhores candidatos a prefeito, de pensar a cidade de maneira consquente, sem promessas mirabolantes feitas em eleições passadas  e que figuram hoje apenas no anedotário dos botequins. Sempre lembrando que por conta de promessas não cumpridas é que uma presidente legitimamente eleita por 54 milhões de habitantes está enfrentando diversos infortúnios.

Para o eleitor, é preciso advertir que voto não tem preço, como bem nos lembra a Justiça Eleitoral a cada novo pleito. Voto tem consequencias e consequencias seriíssimas quando dado de maneira irresponsável. Precisamos que o eleitor seja proativo ao longo do processo, não se limite a ir a urna com sua consciência livre de influencias externas. É preciso que o eleitor discuta a cidade, conheça as propostas de cada candidatura e as debata com amigos, com colegas de trabalho, com a famílias, na igreja, na escola, onde for possível.