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Editorial

A hora do turismo finalmente chegou

10/02/2019 às 08:16
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As vantagens do turismo sobre outras atividades econômicas são tantas que chega a ser absurdo que até hoje o setor tenha participação pífia no Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas. O Estado já tem o mais importante: a própria exuberância da Amazônia, em meio a um mercado internacional ávido por experiências na região. O que falta é dotar os destinos com as condições necessárias para receber os turistas de forma adequada, inclusive com capacitação de pessoal. Um desafio e tanto, já que pesquisas da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) apontam que o atendimento é um dos itens com pior avaliação por parte dos turistas estrangeiros que visitam o País. No momento que o Amazonas precisa urgentemente diversificar sua base econômica, a aposta no turismo é o que pode trazer resultados mais rápidos, desde que haja investimentos estratégicos.

Pelo menos, não faltam recursos. O Amazonas conta, inclusive com um fundo especialmente criado para fomentar o turismo. O Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento (FTI) é composto por um percentual do faturamento das empresas incentivadas da Zona Franca de Manaus (ZFM). O ano começou com mais de R$ 600 milhões no FTI, suficiente para dar um upgrade relevante na infraestrutura de turismo no interior do Estado, principalmente na região metropolitana, favorecida pela proximidade com a capital. Os investimentos, obviamente, devem ser feitos de forma inteligente, como parte de um projeto estratégico com metas de curto, médio e longo prazo.

Esse planejamento está em fase de elaboração na Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), que está mapeando as regiões do Amazonas, seus potenciais turísticos e suas respectivas necessidades imediatas. Algo que já devia ter sido feito há muito tempo em gestões anteriores.  O diagnóstico não está pronto, mas os resultados são bastante previsíveis. Os gargalos são muitos. É preciso investir em saneamento, melhorar as vias de acesso, preparar mão de obra e até capacitar empreendedores. Apesar do atraso do Estado, já parece haver um aspecto fundamental: a vontade política para sair da inércia e fazer uma aposta séria no turismo enquanto força econômica para o Amazonas.