Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020
Editorial

A política educacional do Amazonas


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20/01/2020 às 07:09

O comando da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas deverá passar por mudança a partir de fevereiro, se confirmada a saída do atual secretário Vicente Nogueira, em princípio, por decisão pessoal relacionada a outros projetos de vida. E este não é um problema em si, o que preocupa é a repercussão nessa área com mudanças constantes o que indica possível fragilidade na seleção dos critérios que irão determinar a escolha de quem coordenará a política educacional amazonense.

A proximidade do prazo de confirmação ou não da saída do Prof. Vicente Nogueira da direção da Seduc inaugurou a temporada de apostas sobre os possíveis substitutos e dos arranjos político-partidários que, lamentavelmente, envolvem tais processos. A Seduc é uma panela de pressão e sua estrutura é cobiçada, causa estragos quando determinadas colunas são afetadas em seus interesses. Tem servido para levar adiante um modelo de política educacional ora com indicadores de resultados positivos ora de estagnação e decréscimo, menos por falta de recursos financeiros e mais pelo tipo de gerenciamento da expressiva verba que controla e de uma infinidade de cargos pelos quais o poder opera, se expressa e determina como agir.

Os critérios de escolha vigentes exigem ser superados. O governador do Amazonas está diante de teste ou da possibilidade de executar um ato diferente na tomada de decisão que logo deverá anunciar. Para onde irá caminhar a educação estadual? Permanecerá manietada a interesses de determinados grupos políticos que nela realizam seus negócios não educacionais ou terá a chance de respirar e seguir na direção de superar determinados obstáculos para de fato desenvolver a educação que o Estado exige e a população luta por acesso?  

As questões de fundo na educação nacional e estadual têm sido deixadas de lado em nome de determinadas alianças vinculadas ao político-eleitoral. Após o resultado das eleições, os acertos ou o não cumprimento deles passam a ser a tônica enquanto a gestão dos bens públicos é desvirtuada e a decadência passa a ser a marca mais evidente.

A área de Educação exige colocar em primeiro plano uma proposta plural, fruto das experiências acumuladas que demonstram os erros e os acertos, da sensibilidade em promover diálogos, da determinação em defende-la e livra-la, na execução, do preconceito, racismo, da discriminação para que floresçam nesse ambiente homens e mulheres criativos, competentes, libertos, responsáveis.
    
 


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