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Editorial

A questão maior

22/04/2016 às 22:18
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A crise econômica continua mostrando sua face mais dura e cruel com o aumento do desemprego em todas as regiões do País, conforme nos mostra o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília. 

Somente em março houve um saldo negativo de mais de 118,7 mil postos de trabalho. O dado significa que no mês em tela  “mais vagas de trabalho com carteira assinada foram fechadas do que preenchidas”. O problema é nacional, mas também faz estragos no  Amazonas, onde houve redução de 3.591, sendo que somente nas industrias instaladas na  Zona Franca de Manaus, sumiram  1.793 empregos em março. 

A série de maus resultados do País completaram  12 meses consecutivos de desemprego em alta. O desemprego é um sinal vital da qualidade e vitalidade de uma economia, pois faz girar a roda do consumo. Desemprego também significa grave crise social, com as tensões naturais da situação fomentando conflitos e problemas de toda ordem. Ficar muito tempo desempregado gera um desconforto que se traduz em desilusão, desânimo e, portanto, é elemento da baixa estima que afeta da dignidade da pessoa.

 Neste sentido é de suma importância que políticas consistentes possam fazer este quadro reverter, no máximo, no médio prazo. É preciso, assim, focar nas fragilidades da economia atual, mudar o discurso e fazer girar o mundo da economia privada. Não se pode mais escorar o desenvolvimento do País em políticas que dependam do erário, que está visivelmente em baixa devido a seguidas quedas na arrecadação de impostos. É preciso fazer o setor produtivo acreditar no Brasil e colocar dinheiro no rumo do desenvolvimento.

Agora, todos sabemos, este imbroglio na economia tem por base a interminável crise política. Enquanto os políticos não conseguirem resolver a questão do impeachment ou não da presidente Dilma Rousseff, que ontem deu mostras de que recorrerá aos organismos internacionais, como o Mercosul, a economia brasileira seguirá nesta inércia de víes de baixa. É preciso uma consertação nacional para reverter as expectivas atuais, não podemos suportar mais um ano com seguidas baixas no número de empregos formais.