Domingo, 26 de Maio de 2019
Editorial

A reação das universidades


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15/05/2019 às 07:15

Professores, técnico-administrativos e estudantes de universidades e institutos federais fazem hoje, em todo o País, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Universidade Pública, gratuita e de qualidade. Com eles estão, em várias cidades brasileiras, professores das redes estadual e municipal e outras categorias que se sentem prejudicadas e em situação de instabilidade diante de medidas anunciadas pelo governo federal.

Universidades e institutos federais sofreram cortes, em média de 30% no orçamento e, a primeira forma de anúncio do corte, feita pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, se deu contexto de represália. Após as reações em âmbito nacional e latino-americano à postura do ministro, Weintraud formulou outro discurso apresentando a redução do orçamento como medida necessária para atender ao plano de estabilização da economia formulado pelo ministro da área, Paulo Guedes. Há quatro dias, a presidência da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), comunicou por meio de carta, a suspensão de bolsas de estudos. Em Manaus, dados da Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mostram que o corte no orçamento representaria a perda de R$ 38 milhões, este ano; o Programa de Iniciação Cientifica (PIBIC) que está com edital aberto, até o dia 20 deste mês, seria um dos mais prejudicados nesse processo.

O movimento nacional em defesa da universidade e dos institutos federais do Brasil questiona o corte das verbas orçadas, a forma desrespeitosa no tratamento que o governo federal, por meio do Ministério da Educação, está dispensado a essas instituições e suas comunidades. O governo federal demonstra grave inabilidade na condução de suas propostas e tenta, pela produção da instabilidade e do medo, enquadrar a universidade em um lugar que representaria a própria morte desse modelo de instituição. O governo federal ao eleger a universidade federal como inimiga castiga, numa visão atrasada, a sociedade brasileira, a juventude e a produção da ciência, da tecnologia e da inovação tecnológica que têm na universidade o seu principal celeiro.

Para um governo em início de mandato, com enormes demandas entre as quais a de reduzir o desemprego que já alcança aproximadamente 14 milhões de brasileiros, promover mais instabilidade, como faz o comando do Ministério da Educação, é um tipo de comportamento que produz mais conflito e confronto. A comunidade universitária responde a esse gesto com uma série de manifestações.


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