Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
Editorial

A realidade pede prudência


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09/07/2020 às 08:47

O Amazonas deve alcançar até amanhã, sexta-feira, 3 mil mortes por coronavirus. Na terça-feira, dia 7, o número de novos contaminados alcançou 2.743, o mais alto desde o dia 4 de junho, desse total, 2.454 ocorreram no interior do Estado. Foram 14 mortes, seis delas em Manaus.

Na terça-feira, o total de pessoas que contraíram a doença chegou a 81.910. Se os números servem para leituras e tomada de posição que esses sejam lidos com atenção e produzam ações necessárias de cuidado com as populações dos municípios amazonenses. Isso exige ginástica complicada entre a pressão produzida pelo setor econômico que se expressa pela área produtiva e por milhares de trabalhadores formais e não formais em extrema situação de dificuldade.

Em Manaus, o sentimento mais percebido é o da volta à normalidade com excessiva publicidade de que a pandemia foi vencida e os cuidados estão sendo levados a sério nos estabelecimentos comerciais. Uma ida a um desses estabelecimentos demonstra que é grande a distância entre o que é publicizado e a realidade. São momentos de cuidado, depois, entra quem quiser, como estiver, desde que se converta em mais uma compra. Tem sido assim nos supermercados, nas lojas de departamentos, de material da construção civil e outros. Nas feiras abertas, o descuido está escancarado.

O que se constata, infelizmente, é a redução dos cuidados e da prevenção no Estado e esquecimento dos que estão em outras cidades amazonenses, normalizando também na pandemia uma velha postura de acomodação das coisas e, nesse caso, das dores dos familiares e dos pacientes que estão longe dos olhos da capital.

Sim, é fato, o número de mortes reduziu expressivamente. E é motivo para aliviar o tamanho da agonia sobre os ombros de todos, sem ignorar a dor da perda de milhares e que todo dia em ritmo mais lento aumenta. Outro aspecto, são os números que vêm de fora colocando sob alerta toda a sociedade. Onde a pandemia indicava ter sido controlada, os casos voltaram diante da abertura desenfreada dos espaços de aglomeração pública. O dia de julho mostrou, no Amazonas, um dado preocupante, com mais de 2,7 mil casos em 24 horas. Que a sensatez e a prudência sejam mais fortes do que a insensatez e o vale-tudo da economia.


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