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Editorial

Aedes exige ação já

21/01/2017 às 12:04
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Levantamentos da área da saúde mostram que as doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti (dengue, zika, chikungunya) tendem a aumentar esse ano no Amazonas. Os apelos e as campanhas  que começam a ser feitos exigem maior vigor e mais sintonia com os diferentes públicos a fim de que uma outra situação difícil e que exige estrutura de atendimento inexistente na maioria das cidades amazonenses funcione.

É fundamental que a população aprenda como lidar com os riscos que tornam o adoecimento realidade.  A resposta até agora tem sido frágil. Os focos na maioria dos espaços, moradias, áreas públicos continuam abertos para receber as larvas. Se se concretizarem as projeções feitas por especialistas da saúde e o nível de resposta não tiver maior adesão o Estado enfrentará ciclo epidêmico dessas doenças e com  elas todo o sofrimento e perdas que elas podem representar.

As outras forças de mobilização da sociedade, igrejas com seus núcleos, associações de moradores, clubes de mães, de jovens, grêmios estudantis, dirigentes de times de futebol, enfim toda essas representações precisam ser mobilizadas para em seus espaços ajudarem a sensibilizar sobre as ameaças reais de contaminação pelo aedes e as consequências disso para as pessoas, as famílias. Medidas dessa natureza não exigem investimento em recursos financeiros e sim exercitam a capacidade de diálogo das autoridades públicas com os diferentes coletivos e atores sociais.

E aí reside o desafio. As relações de poder foram profundamente contaminadas com o mercantilismo exaurindo formas saudáveis de mobilização da sociedade para enfrentar diferentes problemas. O da saúde é uma dessas frentes que reclama principalmente a conduta honesta, transparente e permanente para se não prevenir evitar o caos. A prevenção, uma das medidas mais importantes, há muito foi abandonada como instrumento manejado pela saúde pública. É tratado o adoecimento e os valores para o tratamento passam a ser maios altos.

Desde dezembro há indicações públicas de que os casos das doenças acionadas pelo mosquito aedes crescerão no País e tendem a avançar no Amazonas. Há responsabilidade dos três níveis de governo no trato dessa situação e às prefeituras municipais a função de criar ambientes ativos de combate. Cabe aos prefeitos e suas equipes ir em busca de parcerias com o governo estadual, conversar, animar as pessoas nas ruas, nos bairros, nas ações religiosas para que cada uma delas tome a atitude de eliminar ou evitar os focos do mosquito. E isso é tarefa imediata.