Terça-feira, 19 de Janeiro de 2021
Editorial

Ajuda para o empresariado


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06/01/2021 às 06:42

O pacote de ajuda aos empresários amazonenses para compensar o fechamento do comércio não essencial por pelo menos 15 dias, anunciado ontem pelo governo do Estado, é uma medida indispensável e que fará muita diferença, principalmente para os micro e pequenos negócios. Empréstimos a juros baixos por meio da Afeam, renegociação de dívidas tributárias e postergação de prazos estão entre as providências. O desafio é fazer esses benefícios chegarem, de fato, aos pequenos empreendedores. Créditos semelhantes foram anunciados no início da pandemia, mas muitos empresários relataram excesso de burocracia. Para quem é Microeempreendedor Individual (MEI), por exemplo, precisa ser diferente desta vez, até porque, agora, não há mais o apoio do auxílio emergencial.

As medidas econômicas serão suficientes para compensar as perdas do período sem vendas? É certo que não. Mas a atitude do governo mostra abertura para o diálogo. Cada setor tem suas peculiaridades e deve negociar da melhor forma para reduzir o prejuízo. Mas essa negociação não passa por barricadas nas ruas e aglomerações perigosas, como aconteceu anteriormente. Naquela ocasião, ao promover manifestações contra o fechamento das lojas, o que houve foi um favorecimento do contágio. Diante da superlotação nos hospitais, e do aumento no número de óbitos em decorrência da covid-19, o bom senso parece, finalmente, se impor. Ontem, até houve ensaios de protestos orquestrados por empresários, mas os movimentos foram frustrados pela baixa adesão.

Infelizmente, diante de uma situação tão grave como essa imposta pela pandemia, é impossível que todos saiam incólumes. O fechamento do comércio não penaliza apenas a classe empresarial. O governo perde arrecadação e vê toda a máquina administrativa prejudicada, o setor produtivo perde faturamento e muitos negócios não sobreviverão, trabalhadores perdem seus empregos ou os veem seriamente ameaçados. Mas a situação mais grave é daqueles que perdem a vida. Para esses é tarde demais. Tarde demais para dona Raimunda de Jesus, moradora da zona leste, falecida no último domingo. Tarde demais para as mais de 5,3 mil pessoas que já perderam a batalha contra a convid-19 no Amazonas.

Neste momento, é essencial a colaboração de todos para conter o avanço da doença e evitar uma tragédia ainda maior, que exigirá medidas ainda mais duras.


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