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Sim & Não

ALE-AM silencia e CMM promete audiência sobre crise no sistema prisional

04/01/2017 às 21:46 - Atualizado em 04/01/2017 às 22:25
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A Câmara Municipal de Manaus (CMM) se adiantou à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) e vai iniciar na Casa uma discussão sobre a crise no sistema prisional do Estado. O autor do requerimento solicitando audiência pública sobre o tema, vereador Professor Gedeão Amorim (PMDB), sustenta que embora seja uma responsabilidade do Estado, o sistema prisional tem unidades na capital e os vereadores precisam acompanhar o caso.

Venham aqui  A ideia da CMM é convidar autoridades para prestar esclarecimentos sobre o domínio das facções nas penitenciárias e propostas de melhorias do sistema. O presidente da Casa, Wilker Barreto (PHS), deve colocar o requerimento de audiência em votação no retorno do recesso. 

Aqui não 1  Falando em presídios, nas redes sociais, ontem, o prefeito Artur Neto (PSDB) prometeu mudar o Plano Diretor da cidade para proibir a construção de presídios em Manaus. A proposta chove no molhado, uma vez que a maior parte das unidades prisionais do Estado já estão na zona rural.

Aqui não 2  O prefeito de Parintins, Bi Garcia, e o seu vice, Tony Medeiros, têm recebido pedidos dos moradores para não permitir que o governo estadual construa um presídio no município. Por onde os 
dois passam, são abordados sobre o assunto.

Nos planos Desde o ano passado, o governo vem anunciando que investiria recursos recebidos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) na construção de unidades prisionais em Parintins e Manacapuru.

Ferida aberta   Matéria exibida ontem em rede nacional repercutiu que o TJ-AM tem uma desembargadora (Encarnação Sampaio) afastada por suspeita de soltar presos em troca de vantagens da facção FDN, apontada como autora da rebelião no Compaj.

PF no gabinete  Em junho de 2016, o gabinete da desembargadora foi alvo de mandado de busca e apreensão da operação La Muralla, da Polícia Federal, que atingiu em cheio a facção criminosa. 

Comeu abil  A repercussão da barbárie em Manaus sobrou até para Michel Temer (PMDB). A imprensa nacional questionava ontem o silêncio do presidente sobre o caso. No fim do dia, Temer convocou o núcleo institucional do governo para hoje, com a pauta: crise do sistema prisional ,

Estado em risco  Sem tratar do caso concreto, a juíza Federal Jaize Fraxe, nas redes sociais, comentou a selvageria no Compaj. Escreveu sobre o simbolismo de se decapitar inimigos em diferentes épocas e sociedades, e do perigo para Estado de Direito naturalizar barbáries como esta.

Humanos  “Esse total desequilíbrio entre ação e reação e as posições meramente binárias que são produzidas (concordo/ discordo do conflito, acho que as pessoas bem que mereciam/ desmereciam a morte) diante de tragédias fazem-nos esquecer o tema central: somos todos seres humanos e precisamos de segurança e liberdade”, escreveu Jaiza.