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Editorial

Alento econômico

22/12/2017 às 21:26
Show compras 123

A economia brasileira dá vários sinais, tanto aqui no Amazonas, como nos demais Estados, de que está superando a crise e prometendo um 2018 de mais abundância.

Em Manaus, por exemplo, o fim de ano promete ser de muito trabalho para o  comércio, que já estendeu o horário de funcionamento, em alguns casos até a meia-noite, para atender os consumidores de última hora que vai fazer as compras de Natal. Ontem o mov imento foi intenso nas ruas comerciais do Centro Histórico, com lojas abarrotadas de consumidores e até camelôs oferecendo atrativos para vender todo o estoque de Natal. A previsão dos agentes econômicos locais é de que ocorra um crescimento ainda tímido nas vendas, mas tudo vai depender do movimento de hoje, quando as lojas estenderão o horário de trabalho para que ninguém fique sem comprar presentes ou as tradicionais roupas de Natal.

Levando-se em conta que a economia amazonense vive em função da indústria, que desde 2014 só experimenta retração, ver o movimento de consumidores nas ruas é um alento que tem pro trás uma perspectiva de melhora no cenário econômico.

De outra parte, as famosas entrevistas de fim de ano das autoridades econômicas são também indicadoras de um tempo livre de retração econômica. Ontem, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou que o crédito em 2018 vai voltar a crescer depois de dois anos seguidos em queda. A perspectiva, que para este ano é de fechar em 1% negativo, é de um 2018 com crescimento na faixa de 3%. Em 2016, houve retração de 3,5%, depois do crescimento de 6,7%, em 2015, o último ano de abundância neste importante indicador econômico para um País em desenvolvimento, como é o nosso caso.

Para melhorar ainda mais o cenário, Fernando Rocha estima que o crescimento será puxado pela oferta de crédito às famílias.

De acordo com os números apresentados por ele, o crédito livre crescerá até  4%, com expansão de 7% somente para as famílias e 1% para as pessoas jurídicas. Traduzindo, as famílias terão mais possibilidades de investir no consumo de bens ou serviços, algo que foi extremamente importante nos anos de abundância econômica registrados durante a década passada e até 2014, último ano em que o PIB apresentou variação positiva.