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Sim & Não

Aliança entre políticos e Artur Neto dá sinais de desgaste com crise no transporte público

25/02/2017 às 16:37 - Atualizado em 25/02/2017 às 16:38
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Quatro meses após ajudarem o prefeito de Manaus a ser reeleito, aliados de Artur Neto (PSDB) demonstram frustração com o tucano. Não apenas por seu patente desinteresse pela gestão da cidade, mas também pelas reações desmedidas, por exemplo, diante da crise no transporte público.  O presidente regional do PTB, deputado federal Sabino Castelo Branco, que fez campanha para Artur e substituiu Marcos Rotta na Câmara, foi o primeiro a pegar a senha para a fila dos dissidentes.

Metralhadora

Sabino fez duras críticas contra Artur por causa do reajuste da tarifa de ônibus e disse que se sente traído com  a decisão.  “Ele prometeu que não haveria nenhum aumento da tarifa de ônibus. Deu a sua palavra. Um político tem que honrar o seu compromisso com o povo. É inadmissível o que ele está querendo fazer com a população de Manaus”, disparou.

Nem aí

O parlamentar afirmou não ter qualquer preocupação se as críticas culminarem com a quebra da aliança entre o PTB e PSDB.  “Não sou obrigado a dizer amém para tudo o que ele faz”, sustentou. “Se quiser romper a aliança, que o faça”, sentenciou o parlamentar.

Tô fora

Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), membros do PMDB já mostraram que não querem se desgastar publicamente com a gestão municipal, especialmente após o aumento da passagem de ônibus. Na audiência que debateu a tarifa, o  vereador Gedeão Amorim fez questão de demonstrar que não engoliu os dados apresentados pelo Executivo.

Questionador

Em momento algum Gedeão Amorim defendeu o prefeito Artur Neto. Ao contrário, questionou informações da planilha do sistema de transporte coletivo, dizendo que não ficou claro se o valor que está sendo cobrado é de fato realista. Ele ainda disse  que os subsídios retiram recursos de setores  da gestão pública que são importantes para a população.

Amigões

Aliados do vereador Wilker Barreto (PHS), os “oposicionistas” Cláudio Proença e Fred Mota, do PR, confirmaram a outros colegas que são contrários à CPI do Transporte Coletivo.

Expulsão

Nos bastidores, vereadores afirmam que o ato de Proença e Fred não deve passar em branco. A expulsão dos parlamentares do PR  passou a ser uma grande possibilidade.  Desde a eleição da presidência na CMM vereadores já davam mostras de que seriam governistas. Foram contrários à candidatura da colega de partido, Joana D’Arc, à chefia da Casa.

Exemplo

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM), deputado estadual David Almeida (PSD), decidiu devolver ao comando da PM vinte militares, entre praças e oficiais, que estavam à disposição da Casa. Quem sabe a atitude inspire chefes de outros poderes.

Gratidão

Durante evento público no meio da semana, o governador José Melo (Pros) fez questão de exaltar seu “pai político” e ex-governador do Estado, Amazonino Mendes, pela criação da Universidade do Estado do Amazonas. “Graças a ele temos a UEA. É na UEA que repousa a minha esperança. É a usina que vai forjar a massa crítica desse Estado”, declarou Melo.