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Editorial

Ameaça de apagão elétrico no Amazonas

08/08/2017 às 21:28
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A informação divulgada ontem de que o Amazonas poderá sofrer um apagão elétrico exige ser tratada com atenção e urgência pelo Governo Estadual, a Assembleia Legislativa, e a bancada do Amazonas no Congresso Nacional.  Há decisão judicial em caráter liminar que determina a suspensão do repasse no valor de R$ 1,33 bilhão à estatal Amazonas Energia correspondente a pagamentos a mais que teriam sido feitos em períodos anteriores nas contas do serviço de fornecimento da energia elétrica.

O bloqueio irá impactar o fornecimento da energia e submeter a população e todos os setores de produção do Amazonas a situação de calamidade. Os momentos de interrupção no fornecimento que ora ocorre em diferentes bairros de Manaus já provocam prejuízos mais localizados nem por isso são menos importantes. Constituem-se em zonas de tensão que explodem nos atos de protestos nos bairros da cidade. Moradores lidam com dupla violência, pagar preço elevado pela energia elétrica e não dispor do serviço na qualidade que deveria ter.

O clima eleitoral no Estado não pode ser o único objeto de preocupação das autoridades do executivo (estadual e municipal) e do legislativo que parecem mais interessadas em demarcar apoio a um dos dois candidatos que disputam o segundo turno para o governo tampão do Estado. É preciso que as questões fundamentais ao Amazonas não sejam colocadas em segundo plano por aqueles que têm responsabilidade constitucional de cuidar das coisas do Estado, de garantir a funcionalidade do sistema e impedir que a precarização avance.

Tratar já do problema envolvendo a possível interrupção do fornecimento da energia elétrica para o Amazonas é obrigação das autoridades. Informar de forma transparente à população sobre as providências tomadas, os caminhos feitos e as respostas dadas é a outra parte dessa obrigação. E que ela seja cumprida antes que a ameaça anunciada e até agora não contestada seja transformada em realidade.

Os representantes da sociedade amazonense nos poderes instituídos não deveriam sequer ter deixado o problema chegar a esse nível, se vigilantes mais atentos fossem com o cargo de representar. Agora é hora de somar esforços o mais amplo para garantir que outra solução legítima, legal e justa seja encontrada a fim de impedir a concretização do caos no Estado.