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Editorial

Apagões testam moradores

22/11/2016 às 20:39
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Os moradores de Manaus continuam sofrendo com interrupções no fornecimento de energia elétrica. Todos os dias, nas duas últimas semanas o serviço é interrompido em inúmeros bairros da cidade. Na Zona Centro-Sul, toda semana há mais de um mês falta energia ora durante o dia ora à noite e o número de interrupções só aumenta.

A reclamação das famílias dessa zona de Manaus é quanto a frequência cada vez maior da interrupção na oferta de energia elétrica e a demora no prazo para restabelecer o sistema. Em média cinco horas de espera. Há bairros em que a falta de energia ocorre por até quatro vezes em um dia ou à noite.

Os prejuízos estão acumulados. Alimentos perdidos, danificação de aparelhos eletroeletrônicos e outro, silencioso, o estresse a que as pessoas de todas as idades, são diariamente submetidas. Noites em claro, corpos e mentes cansados, mau humor e baixo rendimento nas atividades. Esse item não costuma ser contabilizado, se fosse provavelmente representaria uma soma alta em valores para cobrir indenizações por parte da operadora.

Outro aspecto é a falta de informações que ajudem o usuário do sistema de energia elétrica a se prevenir quanto ao racionamento em série. Se há direito de acesso à informação pública garantido, nesse caso, esse direito está sendo ignorado. Não é admissível que inexistam condições de informar com transparência o quadro de problemas que podem e poderão ocorrer nesse período em Manaus e nas demais cidades do Estado do Amazonas.

É perverso manter o critério de surpresa.  Infelizmente assim está sendo feito. Todos os dias comunitários são surpreendidos com os apagões. Por outro lado, as autoridades constituídas para, por compromisso constitucional assumido ao tomarem posse de seus mandatos, silenciam sobre o problema. A sensação de que lavaram as mãos. Essa postura comum em outras áreas fortalece o sentimento de orfandade que a maior parcela da sociedade experimenta e, mais, expõe o grau elevado de omissão dos agentes públicos que parece não se sentem provocados. Ou talvez estejam em áreas da cidade onde não há problema de apagões, falta de água nem de iluminação pública. E, dentro dos seus espaços protegidos, são incapazes de perceber os dilemas que os cercam.