Domingo, 16 de Maio de 2021
Editorial

Apoio ao microempreendedor


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15/04/2021 às 07:29

A notícia de que mais pessoas estão aderindo ao empreendedorismo – inclusive buscando a  formalização de empresas - é positiva em si, sobretudo no cenário macroeconômico dificílimo pelo qual estamos passando. A ação empreendedora fez parte de todos os grandes movimentos de recuperação econômica em diversos países e, certamente, será fundamental para a superação do panorama atual. Há, sem dúvida, uma onda empreendedora no Amazonas. No ano passado, houve a constituição de 38,6 mil novas empresas, sendo quase 31 mil na modalidade de microempreendedor individual (MEI). Porém, esse fenômeno merece ser melhor observado.

É bem provável que a maior parte das 31.742 pessoas que se tornaram MEI no Amazonas em 2020 o fizeram não por oportunidade, mas pura necessidade. São pessoas que, ao se verem  desempregadas ou subempregadas, diante da perda repentina de renda em face do encolhimento da economia, não tiveram outra opção a não ser “meter a cara” e buscar outras formas de garantir o próprio sustento e o de suas famílias. Foram “empurrados” para o mundo dos negócios. São pessoas corajosas, mas que podem estar carentes de formação empreendedora adequada e necessária à própria sobrevivência do micronegócio.

Cabe ao poder público traçar o perfil exato desses novos microempreendedores, identificar suas reais dificuldades e desenvolver com urgência meios de lhes estender a mão. Seriam extremamente oportunas parcerias com o Sebrae e demais instituições fomentadoras do empreendedorismo no sentido de capacitar esses empresários e lhes fornecer ferramentas de gestão capazes de ampliar suas chances de sucesso no mercado.

O avanço do empreendedorismo amplia a relevância da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), que desde o início da crise, iniciou um programa de microcrédito voltado especificamente para os micro e pequenos negócios que foram atingidos pelos efeitos da pandemia de covid-19. Houve, sem dúvida, avanços no trato com os MEIs. Mas é preciso reconhecer também que muito ainda precisa ser feito, principalmente no acesso desburocratizado a linhas de crédito e até mesmo na simplificação de procedimentos contábeis e administrativos que, frequentemente, acabam inviabilizando o microempreendimento.


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