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Editorial

Aproveitar a onda olímpica

13/08/2016 às 14:36
Show arena

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 entra na sua segunda semana mostrando que, em que pese todos os temores fora de campo, há um clima de congraçamento e de deslumbre com o Brasil que tem sua melhor síntese na esportividade vista tanto na capital fluminense quanto nas sedes espalhadas pelo País, Manaus ai incluída.

Com isso, se torna imperioso que o País, com suas estruturas institucionais possam se aproveitar da visibilidade auferida com o clima festivo e as paisagens exuberantes que os dirigentes e atletas têm mostrado ao mundo tanto nas transmissões esportivas feitas pelas equipes de televisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto pelos próprios particiantes em suas redes sociais, como foi o caso da goleira dos EUA, Hope Solo, que postou um por do sol visto do pior do Tropical Hotel com uma legenda elogiosa.

Neste sentido há um potencial para o turismo que não pode ser desprezado, tanto porque as condições econômicas do Brasil neste momento de crise favorece a entrada de turistas que se beneficiam do dólar em alta quanto pela exposição esportiva.

O Amazonas também precisa “surfar”, como dizem os jovens da atual quadra, na onda e tirar esse setor da economia de uma menoridade que é incompatível com seu potencial, traduzido tanto nas belezas naturais gigantescas que floresta e rios são naturais representantes, mas também por uma história riquíssima proporcionada pelo choque das principais raças que formaram o povo brasileiro: índios, negros e brancos.

Outra importante decisão neste aspecto é conseguir atrair os investidores estrangeiros para o negócio do turismo amazônico, pois parece impensável que os grandes operadores internacionais invistam em países como Turquia, Israel, Egito e vários outros da África, que vivenciam  permanentes conflitos armados e cujos turistas acabam sendo a principal vítima. No Amazonas, por exemplo, estes problemas são residuais e podem servir de atrativo para quem está interessado em aventuras e histórias misturadas.

Por fim, precisamos entender que turismo é uma alternativa viável ao modelo que nos sustenta hoje e que de tempos em tempos é atingido por crises econômicas, diminuindo nossa competitividade e reduzindo a geração de emprego e renda do nosso povo. Essa, então, é a nossa hora.