Domingo, 16 de Junho de 2019
Editorial

Arrocho sobre a população


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19/05/2019 às 08:31

A informação dada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) de que não haverá aumento de preço na conta de luz elétrica acomoda, em parte, os usuários do sistema em situação de aflição com o anúncio de reajuste. E exige que imediatamente sejam tomadas providências para resolver o aumento já registrado nas faturas referente ao mês de abril que têm data de pagamento neste mês. Muitos usuários têm procurado os meios de comunicação para reclamar do alto preço da conta de energia elétrica e, nesses relatos, falam da dificuldade e até mesmo impossibilidade  de arcar com o valor da fatura de abril.

É preciso que os dirigentes de órgãos de defesa do consumidor, Ministério Público, comissões parlamentares e os governos do Estado e do Município de Manaus acompanhem com atenção esse processo. A empresa que hoje responde pela exploração do serviço não conseguiu estabelecer um canal eficiente de comunicação com os usuários e, dessa forma, os submete a uma maratona virtual – ouvir publicidade, uma série de números e ofertas – também físico, o que produz mais estresse. Os preços da conta de luz foram reajustados e, o anúncio de um novo reajuste, agora desmentido pela Sefaz, fazem explodir as preocupações da população já acochada por  outros reajustes de serviços básicos sem a devida equiparação salarial.

Os governos devem incluir em suas atividades diárias ações que representem melhor acompanhamento dessa política de preço e o efeito dela na vida da população amazonense. A sensação dos usuários é de que existe um jogo não explicitado de sobrecarregar os contribuintes e a sociedade em geral sem que haja a correspondência na qualidade desses serviços e na melhoria da renda familiar.

Com o desemprego em alta e a dificuldade até para o subemprego, a série de reajustes nas tarifas desses serviços e do gás de cozinha compõe um quadro de arrocho que, como demonstra a história brasileira, incendeia a população e leva a conflitos cujas consequências são imprevisíveis.

Falta responsabilidade e lucidez ao conjunto dos governos para ler a realidade e sentir que o caminho adotado incentiva o descontrole, a inadimplência, a quebradeira geral e contribui para exacerbar a violência. Há dificuldade para os amazonenses, em maioria, assumir a compra de alimentos, de remédios e os preços reajustados dos serviços.


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