Segunda-feira, 14 de Junho de 2021
Editorial

As condições de vida da população


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13/05/2021 às 07:41

O cuidar responsavelmente da cidade e do Estado exige entre outras providências o prestar atenção nas condições de vida da população, ter dados atualizados e utilizá-los como apoio na formulação de políticas públicas para os segmentos delas necessitados. Atuar nessa direção exige determinação de governadores e prefeitos e compromisso com as pautas estadual/municipal.

Os avanços tecnológicos somados a um corpo técnico competente são condições acessíveis aos governos e que deveriam ser operacionalizadas para qualificar a governança. Ao contrário, os exemplos avolumados demonstram o quanto os governos têm deixado de lado o suporte técnico-cientifico na busca de soluções ou mesmo na implantação de programas e projetos.

Há forte contaminação nessa postura dos acordos político-partidários feitos em períodos eleitorais que se desdobram nas indicações de nomes para assumirem pastas de acordo com os interesses dos grupos partidários e das relações de poder entre tais instâncias. Em um quadro dessa natureza, é praticamente impossível pensar e realizar a administração pública noutro patamar em que o interesse público esteja colocado acima dos demais. Para muitos, governar nesse âmbito é impossível ou utópico.

O saldo deixado por essa cultura que cada vez mais privatiza o público é o que pode ser visto e sentido na atualidade: padrão de vida da maioria da população profundamente precarizado em confronto com o elevado nível de riqueza de uma pequena parcela da sociedade. Seguir nesse ritmo, como até agora tem sido feito, é investir pesadamente na ampliação da violência em sua lógica geral como instrumento de convivência social. Todos os demais setores são afetados, os recursos financeiros são mal utilizados ou desviados dos fins aos quais foram alocados, os recursos humanos acabrunhados e o vale-tudo instituído.

A população passa a ter, como princípio norteador, um tipo de comportamento que transita entre o assujeitamento como pedinte permanente e as espertezas momentâneas. Muito longo se estabelece o ponto da cidadania que poderia ser mecanismo de apoio aos governos a partir das demandas apresentadas e da evolução do ser cidadão. Tais aspectos estão sendo ignorados, colocados em segundo plano, para prevalecer o ponto alto das negociações político-econômico-partidária com mão grande e braço comprido agindo entre as finanças e funções públicas para o seu próprio benefício e lucro.


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