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Editorial

As decisões de março

27/03/2016 às 22:35
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Se não decisiva a última semana de março será indicadora dos passos a serem dados no País e no Estado do Amazonas. As noções de pactos e acordos estão em voga e estabelecem sentidos diferentes embora por vezes sejam tratados e mesmo formalizados como semelhantes. O Brasil e o Amazonas, para ficar em dois exemplos, necessitam vencer a longa etapa de disputas na maioria das vezes em torno de questões que não tratam dos problemas reais e sim de qual grupo ficará com a maior fatia do poder de mando. 

As reformas, necessárias e fundamentais para os brasileiros, na cidade e no meio rural, puderem caminhar de cabeça erguida, com bases mais seguras e estáveis estão sendo deixadas de lado, quase esquecidas como prioridade, para fazer valer outros interesses. Nesse sentido, o acordo ganha lugar de destaque reunindo principalmente os que querem controlar e impedir que o combate à corrupção seja ampliado. É um esforço de acordo capaz de agregar vários setores, mas lamentavelmente pouco agrega quanto ao desejo da sociedade de passar o País a limpo. Eis uma decisão que o conjunto dos brasileiros nas suas divergências, deve prestar atenção e avaliar que caminho quer seguir.

O pacto, como convenção firmada para alcançar metas e superar situações indignas, desastrosas, injustas e apresentar com transparência os passos dados exige mais interlocuções e, ao mesmo tempo, que essas tenham interlocutores capazes de atuar na perspectiva de pensar o mais coletivamente possível e não no privado. O desafio é: como enfrentar os esquemas de corrupção instalados nas entranhas institucionais e no setor privado do País, desmontá-los, sem desmontar os direitos assegurados constitucionalmente e empurrar o Brasil para baixo? Nos atos ora em andamento uma série de ações devidas e corretas apresentaram um bom caminho, no entanto, desvios de conduta ameaçam e mancham a credibilidade de operações como a “Lava-Jato”, onde a glamourização de setores da Justiça atentam quanto o requisito  de parcimônia no agir.

As batalhas nessa guerra estão postas e são enormes. Que o Brasil, no conjunto, da sua parte mais rica e daquela mais empobrecida, emerja como mais vitorioso, justo e instituições firmes, transparentes, respeitosas das regras que as fazem existir.