Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
Editorial

As tarefas no pós-sínodo


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07/02/2020 às 09:02

A Igreja Católica do Amazonas está sob novo comando. Dom Leonardo Ulrich Steiner, 69, substituto de dom Sérgio Castriani, 65, tem a tarefa de levar adiante a missão inaugurada pelo seu antecessor, marcada por investir no diálogo, e promover novos avanços na atuação da Igreja na Amazônia.

Dom Leonardo Steiner vem para Manaus com vasta experiência nas diferentes funções que assumiu em outras regiões do País. Tem agora, a partir da cidade de Manaus, uma série de desafios para ampliar a proposta de reanimar a Igreja amazonense para além dos prédios e como expressão dos católicos em suas diferentes percepções. Uma das tarefas é agir no sentido de implementar o que decidiu o Sínodo Especial para Amazônia realizando no ano passado.

São as propostas aprovadas no Sínodo que apontam na direção de uma Igreja mais inserida nas diferentes realidades das populações amazônicas tanto nos centros urbanos quanto nos demais municípios que estão à espera de implantação e, no conjunto, desafiam a própria Igreja. Ao novo arcebispo de Manaus fazer o Sínodo acontecer nesse espaço é uma das responsabilidades imediatas.

A capital amazonense é a sede da Região Metropolitana, ganhou densidade populacional enquanto a gestão dos equipamentos públicos não conseguiu acontecer a contento e nem ampliar a rede. Ao final, toda a parte social é afetada negativamente e a dignidade das pessoas atingida. São os amazonenses e os não amazonenses que para a cidade vieram em busca de melhoria na vida que necessitam da Igreja e das igrejas para enfrentar situações muito difíceis e ter uma cultura de espiritualidade que os ajudem a superar os obstáculos cotidianos.

É nessa dimensão que a atuação da Igreja nesta parte do Brasil se torna valiosa: ser alegria no ambiente de tristeza, luz onde há escuridão, fé onde há descrença e amor onde há ódio. Uma quantidade expressiva da população pobre, quilombola, indígena e negra da Amazônia sofre na atualidade com a indiferença, ameaças diárias a sua integridade e atos de violência que expõem a outra face da sociedade baseada no egoísmo, na discriminação e no individualismo exacerbado. É nesse tecido social que a Igreja, sob o comando de Dom Leonardo Steiner, tem a responsabilidade de ver, sentir e agir em suas inúmeras pastorais e no âmbito das paróquias.


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