Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Editorial

Ataques à mão armada atemorizam


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17/09/2021 às 08:56

Os ataques a mão armada praticados por motociclistas e motoristas de carros estão atemorizando moradores de Manaus. De qualquer direção e a qualquer momento as pessoas podem ser surpreendidas por um revólver e tiros. Em meio aos acertos de conta entre grupos de narcotraficantes vidas de inocentes estão sendo ceifadas numa escalada acelerada que gera na população a sensação de abandono.

A questão envolve eixos variados que vão desde a facilidade para obtenção e uso de armas de fogo, frouxidão e erros na política de segurança pública na interface nacional/estadual/municipal e expansão dos negócios mantidos por grupos criminosos nas cidades tendo Manaus como uma das referências.

A política pública de segurança vem sendo deixada de lado enquanto uma proposta de ação compartilhada, moderna e técnico-cientifica. Ao mesmo tempo ganha espaço um modelo no qual está embutida a ideia prevalente no momento que é a de armar a população. Os negócios envolvendo a compra de arma de fogo subiram no Brasil a despeito da crise na maioria dos setores que atuam na legalidade.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública no Anuário de Segurança Pública de 2021 com base em levantamento feito no ano passado, mostram que o comércio de armas de fogo produz no Brasil “verdadeira corrida armamentista”. Em dezembro de 2020, o País contava com 2.077.126 de armas em arsenais particulares, incluindo as categorias especiais de atirador desportivo, caçador e colecionador (CACs) e armas particulares de policiais, demais profissionais da segurança pública e militares do Exército. Matéria do Correio Braziliense, de 26 de agosto, tendo como fonte o Fórum de Segurança Pública, aponta que para cada grupo de 100 brasileiro há pelo menos uma arma particular disponível. Um índice elevado que traduz um dos aspectos do tamanho do problema com o qual a sociedade brasileira lida na atualidade.

Cidades entregues ao comando de grupo narcotraficantes necessitam ter facilidade para a aquisição de armas e de outros produtos a fim de manter a cooptação notadamente de jovens para a formação das facções e realizar as atividades associadas diretamente ao comércio de drogas, produção das condições de consumo e da dependência e formação de exércitos de usuários e de ‘trabalhadores’ nas diferentes funções da atividade. O governo deveria agir para impedir o avanço e desmontar os núcleos dessa ação.


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