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Editorial

Autismo, como o Amazonas atua?

02/04/2016 às 18:57
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O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, criado em 2007 pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) é uma dessas lutas iniciada por uns poucos e que gradativamente ganha corpo, faz alianças e avança. O 2 de abril é a data marcada para as mobilizações em torno do tema.

No mundo todo é cada vez maior o número de iniciativas de diferentes grupos para defender ações de sensibilização no trato dos autistas. O Brasil, de acordo com dados oficiais, possui mais de 2 milhões de autistas e sabe-se que o número pode ser bem maior porque ainda há casos em que pais ou o conjunto dos familiares esconde o dado ou mesmo desconhece que tem uma pessoa autista atribuindo a ela outras denominações. 

No Amazonas, a questão integra a lista das preocupações. A maioria absoluta das ações e de espaços de tratamento, acolhimento e de orientação está situada na capital, Manaus, onde as reclamações são muitas e, reconhecidamente, a estrutura pública de apoio é precária. Os outros 61 municípios estão distantes de serem contemplados com essa estrutura e uma política mais ampliada que possa socorrer e apoiar decididamente as famílias com pessoas portadoras desse tipo de transtorno. Por isso, é fundamental que as mobilização iniciadas no final de março e que se estenderão, em vários locais, por toda essa primeira semana de abril, coloquem em pauta as perguntas sobre a estrutura que o Estado dispõe, onde ela está situada e qual a capacidade de atender a demanda.

São perguntas que se respondidas de forma honesta poderão ajudar a mapear bem a real situação do Amazonas. Com um mapa bem feito é possível estabelecer as ações prioritárias tanto da parte do governo quanto da parte das organizações e dos indivíduos que estão mobilizadas pelo autismo. As famílias que têm recursos financeiros e facilidade de acesso ás informações poderão atuar no sentido de apoiar uma série de iniciativas que atendam aquelas famílias mais carentes e que também têm pessoas com esse tipo de transtorno e sequer sabem por onde começar, como identificar os sinais e onde buscar ajuda. Que as bandeiras, faixas, laços, luzes em azul – a cor da mobilização para conscientizar sobre o autismo – saiam dos monumentos e ganhem as mentes e os corações dos brasileiros e dos amazonenses para assegurar vitórias nessa luta.