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Editorial

Autoridades, atuem coletivamente!

09/01/2017 às 21:31
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As voltas com momentos de profunda tensão a população enfrenta outros apertos desestruturantes. Os reajustes nos preços de serviços básicos em porcentuais elevados enquanto trabalhadores amargam o congelamento salarial. Energia elétrica tem elevação de 21% na tarifa para o Amazonas; telefonia fixa e móvel integram a lista do aumento somando aos impostos e despesas do começo do ano como IPTU, material escolar, fardamento sem ignorar, no caso dos moradores de Manaus, o reajuste da tarifa de ônibus em vigor desde novembro do ano passado.

O sabor amargo dessas tarifações é maior porque todos esses serviços estão precarizados. No caso do fornecimento da energia elétrica, o sistema tornou usual as interrupções  tumultuando ainda mais a vida das pessoas. Na noite de domingo alguns bairros ficaram às escuras e nesse tempo o que se ouviu das pessoas era o medo de serem vítimas de mais violência pelo tempo em que a interrupção da energia durou. Nessas situações, inexistem ações que possam gerar alguma tranquilidade e situar tecnicamente o ocorrido. Fica por conta de todo esse clima e sensação de abandono.

Quanto ao transporte público, é repetida a reclamação  dos usuários sobre as condições desse meio de transporte. Tempo de espera, abrigos inadequados e muitos deles destruídos, panes frequentes. Enfim, permanece a pergunta de sempre: por que reajustar o preço para um serviço precarizado?

Tanto a telefonia fixa quanto a móvel ocupam há anos os primeiros lugares dos piores serviços de acordo com classificações dos programas de orientação e defesa dos direitos do consumidor. A propaganda farta das operadoras derrapa na forma péssima de funcionamento que marca a relação dessas empresas com as populações do Amazonas.

No conjunto, todos esses serviços ruins transformam o cotidiano das pessoas numa guerra que é reunida ao clima instável, de medo e insegurança como o que vivem os moradores de Manaus a cada  rebelião e fuga de presos. São dez dias de muita agonia sem trégua e com a certeza de que é preciso ter recursos financeiros para manter o direito de acesso a serviços essenciais, como o de energia elétrica, transporte coletivo e até a telefonia que há muito passou a ser os braços para comunicar, denunciar, informar e resolver uma série de situações do dia a dia. É necessário às autoridades, todas elas, agirem conjuntamente para aliviar as tensões que atingem duramente as populações.