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Sim & Não

Bebianogate: ‘PSL tem suas maçãs podres’

20/02/2019 às 07:20 - Atualizado em 20/02/2019 às 08:22
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Responsável pela condução do PSL/AM na campanha vitoriosa da sigla, que elegeu dois representantes para o Legislativo - um para a Assembleia e outro para a Câmara Federal - o coronel Ubirajara Rosses, que perdeu o posto de presidente da legenda no início do ano, mas que “ainda” integra a sigla, afirma que Gustavo Bebianno era um fiel “cumpridor de ordens” de  Jair Bolsonaro e que o presidente se precipitou ao demití-lo. Sobre o “laranjal” do partido, ele diz: “O PSL é um partido como qualquer um outro. Tem mazelas. Tem suas maçãs podres”.

Equívoco

Na avaliação de Ubirajara Rosses, a denúncia sobre gastos com candidatos-laranjas precisa ser apurada, mas “cortar na própria carne”, com menos de 50 dias de governo - e ainda por influência do filho (Carlos Bolsonaro) - foi “exagero”, na sua opinião. 

Lacônico

Diante da crise aberta com a saída de Bebianno, e após a divulgação de áudios comprometedores, Rosses repetiu uma máxima que disse ter ouvido do próprio Bolsonaro: “Você não deve ferir quem você não pode matar”.

Mentira

Um dia após a demissão de Gustavo Bebianno, áudios revelados pela revista Veja mostraram que a versão de Bolsonaro e do filho, Carlos, que negaram  conversas com o então ministro, não condiz com a verdade. 

Discussão 1

As conversas que se tornaram públicas, ontem, mostram uma intensa troca de mensagens, por texto e áudio, via WhatsApp, entre Bolsonaro e o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Discussão 2

No debate entre ambos, sobrou até para a região Norte. “Gustavo, uma pergunta: ‘Jair Bolsonaro decidiu enviar para a Amazônia’? Não tô entendendo. Quem tá patrocinando essa ida para a Amazônia? Quem tá sendo o cabeça dessa viagem à Amazônia?”, questionou o presidente, em tom de reprovação.

Queda 1

Não é só lá em Brasília que as baixas no governo iniciaram com menos de dois meses de gestão. Aqui, caiu o primeiro membro do staff de Wilson Lima (PSC). Jerry Andrade de Menezes, chefe do Estado Maior, foi exonerado da função e substituído pelo coronel Marcelo Harraquiam da Silva.

Queda 2

Jerry de Menezes era o número três na escala do comando da Polícia Militar, cujo ofício era cuidar da logística da Polícia Militar. É o chefe do Estado Maior que viabiliza todo o abastecimento da instituição. A motivação da exoneração ainda não foi revelada.

Estranho

A gestão Wilson Lima voltou a apanhar na reunião de ontem da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), sem uma defesa incisiva  da base governista na Casa.  

Curioso

O presidente Josué Neto (PSD) abriu a sessão de ontem e se ausentou da Mesa. Enquanto os disparos da oposição e do pseudo “Centrão” rolavam, em boa parte do tempo a sessão era presidida por Roberto Cidade (PV).

Debate

“Governo Bolsonaro nomeou mais um militar para administrar um órgão público,  no caso a Suframa. A gente vai fazer um debate para refletir a responsabilidade desse governo com o desenvolvimento da região”. Do deputado José Ricardo (PT), ao anunciar que no dia 15 de março, uma sessão na Câmara vai debater a ZFM.