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Editorial

BR-319 precisa de ações concretas

06/02/2019 às 07:49
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Mais uma vez, um governo se compromete com o asfaltamento da rodovia BR-319. Após ficar de fora do pacote de obras prioritárias de infraestrutura do governo federal, o ministro da pasta, Tarcísio de Freitas - pressionado pelos governadores de Amazonas, Rondônia, Roraima, vice-governador do Acre e pelos deputados e senadores desses três estados - garantiu que obra será realizada. 
É uma boa notícia, embora não seja nova. A mesma garantia foi dada nos governos de Lula e Dilma, e também na gestão de Michel Temer. Infelizmente, ficou só na promessa mesmo. Afirmar a intenção de fazer e demonstrar sensibilidade com o projeto é o mínimo que se espera do ministro. Empenhada a palavra, cabe aos deputados e senadores dos estados do Norte pressionarem para que, desta vez, a história seja diferente. 

Vamos esperar que o ministro Tarcísio de Freitas não esteja apenas discursando para a torcida e que consiga, finalmente, superar as “forças ocultas” apontadas certa vez pelo ex-ministro Alfredo Nascimento, que ocupou a pasta em três oportunidades, entre 2004 e 2011, mas não conseguiu viabilizar a obra.  

Pelo menos, agora há um prazo: o licenciamento ambiental - um dos grandes empecilhos à empreitada - assim como o projeto executivo, devem ser finalizados até junho de 2020. Apesar da afirmação do ministro de que as obras não devem ser concluídas no atual governo, se pelo menos o licenciamento ambiental for entregue no prazo estabelecido, já será uma vitória importantíssima. 

Se a promessa for cumprida, o Amazonas voltará a ter, finalmente, integração física com o restante do País, o que significa uma enorme  gama de oportunidades de negócios, não só para as empresas da Zona Franca de Manaus - que terão um canal privilegiado para escoamento da produção e transporte de insumos -, mas para toda a cadeia econômica do Estado.  

O Amazonas não precisa de mais políticos realizando expedições à BR-319 para constatar o que todos já sabem: que a estrada está intrafegável. O ministro não precisa percorrer a rodovia de ônibus para mostrar interesse no projeto - como chegou a afirmar -, basta manter a palavra empenhada e tomar providências para acelerar o licenciamento ambiental, destravando de vez a reconstrução da rodovia. É o que todos esperam.