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Sim & Não

Braga e Artur: a parceria que “deu certo”

20/05/2017 às 14:27 - Atualizado em 20/05/2017 às 14:29
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Decidido a vencer a todo custo, o prefeito Artur Neto (PSDB) abandonou as próprias convicções a respeito  do senador Eduardo Braga (PMDB) e partiu para a campanha à reeleição, no ano passado, ciente de tudo o que a parceria poderia lhe “render”.  Chamado de ladrão por Artur em um passado recente, Braga hoje está no centro da delação-bomba da JBS como propineiro. Artur também já foi citado em outra delação. Para o fim a que se propunha, a união “deu certo” até aqui. Agora, salve-se quem puder.  

Abiu  

Diante das graves denúncias que pesam contra seus aliados, Artur manteve silêncio até no fim da semana. Tinha eventos públicos marcados na quinta e sexta-feira, mas não compareceu. Nas redes sociais, manteve o clima de ‘nada aconteceu’. 

Estrago  O senador Aécio Neves, do partido de Artur Neto, é um dos principais implicados na “Operação Patmos”, deflagrada na última semana. Ele foi afastado da presidência do PSDB. Sobre a situação do colega tucano, o prefeito não teceu qualquer comentário até ontem.  

Desafio  Em sua delação premiada, o diretor da JBS, Ricardo Saud, deixou a situação de Eduardo Braga extremamente complicada. Além de afirmar que o senador pelo Amazonas recebeu R$ 6 milhões em propina, o executivo sustenta: “Faço  acareação com muito prazer”.

1ª trombeta  Observador atento considera que a nova etapa da Lava Jato - batizada de “Patmos” em alusão à ilha em que o profeta João recebeu as visões do fim do mundo - é apenas o “princípio das dores”, como diz o livro de Apocalipse. 

Atacado  À Procuradoria-Geral da República, Ricardo Saud disse que a JBS irrigou com propina a campanha de 1.829 candidatos. “Eleitos foram 179 deputados estaduais, de 23 Estados; 167 deputados federais, de 19 partidos. Demos propina para 28 senadores da República. E demos propina para 16 governadores  eleitos”, afirmou. 

Sem frescura  A  postura de David Almeida (PSD) à frente do governo do Estado é mesmo de chamar a atenção. O novo governador dispensa todas as formalidades  do cargo e trata tudo numa celeridade incomum. Almeida se propôs a dar soluções para problemas do Amazonas em 90 dias. 

Prejuízo No Diário Oficial do Estado (DOE) da última semana, a presidente da AmazonasTur, Oreni Braga, registra a suspensão de um contrato com a empresa Tecon, para a segunda fase do Centro de Convenções, “em virtude da falta de pagamento do serviços já executados, por parte do Ministério do Turismo”. O contrato é de R$ 112 mil. 

Inferno  Representantes da Igreja Católica em Manaus desabafaram com o secretário de Segurança do Estado, Sérgio Fontes, na semana que passou. Relataram que, por conta da bandidagem, nem para rezar  os  fiéis têm paz. 

Coisa-ruim  No encontro em que cobraram mais segurança por causa do aumento do número de assaltos às paróquias, os religiosos também entregaram documento registrando casos de violência na cidade. Sérgio Fontes prometeu tomar providências. A reunião foi intermediada pelo deputado estadual José Ricardo Wendling (PT).