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Sim & Não

Braga terá discurso testado

07/05/2016 às 00:43
Show barga

O retorno de Eduardo Braga (PMDB) ao Ministério de Minas e Energia, especulado em Brasília, não será fácil e implicará, no mínimo, um teste de coerência. Para reconduzir o peemedebista ao MME, Michel Temer (PMDB) vai exigir o voto a favor do impeachment no Senado, seja de Braga ou do suplente que venha substituí-lo. A questão é que o senador, até aqui, jurou fidelidade a Dilma Rousseff (PT). Ele se manteve no ministério mesmo quando a orientação do partido era para sai

Hora H  

E agora? Braga mantém  a coerência que diz seguir e por isso ficou no MME até quando não pode mais, ou a esquece para voltar ao ministério? Em Brasília, líderes políticos cravam que ele já está no time de Temer.

Justificando  

Depois de ser acusado pelo prefeito Artur Neto (PSDB) de estar em cima do muro, Braga sustentou, por meio de sua assessoria, que só não participaria da votação da admissibilidade do impeachment no Senado porque se encontra de licença médica.

Fim da blindagem  

Uma das interpretações que militantes dos meios jurídico e político fazem a partir da decisão do STF de afastar Eduardo Cunha (PMDB) do mandato e da presidência é de que a medida deu fim à famigerada imunidade parlamentar.

Se pegar  

Se a moda de suspender o mandato parlamentar de réu na Justiça pegar, o que não vai faltar é deputado estadual Brasil afora deixando as assembleias. A ALE-AM tem alguns casos. Com a palavra, a Procuradoria-Geral de Justiça do MP-AM. 

Perigo 1

O deputado estadual Serafim Corrêa diz torcer para que a decisão dos ministros do STF seja, de fato, excepcionalíssima. Caso contrário, daqui a pouco, o TJ-AM ou  um juiz eleitoral cassam um mandato de qualquer um a hora que bem entenderem.

Perigo 2

“Não é a questão de ser o Cunha, o STF atropelou o processo. Agora como há um clamor pelo afastamento do Cunha, talvez as pessoas não estejam percebendo a violência que foi isso”, comentou Serafim.

Voto é soberano

Em palestra para pré-candidatos do PSB, em Brasília, o ex-ministro do STJ e do TSE Gilson Dipp desceu a mão no Judiciário, que para ele interfere demais no processo político. Nem a Lei da Ficha Limpa escapou. Para Dipp, somente o leitor pode dizer se quer ou não votar em um “ficha-suja”. 

Sé de brincadeira

As conversas que José Melo (Pros) vem tendo com os secretários são sérias, mas o governador tem encontrado tempo para piadas. Uma delas foi dizer que a coisa está tão feia que considera passar as rédeas do governo para o vice porque teria mais vitalidade que ele. “Henrique Oliveira é mais alto e mais novo”, brincou.

Quedou

O comunista Yann Evanovick informou essa semana que desistiu da pré-candidatura à Prefeitura de Manaus. O jovem agradeceu a confiança do PCdoB, que o colocou na lista de pré-candidatos, mas admitiu que o foco dele é a disputa na CMM.

Desidratando

Com a desistência de Yann, a lista de pré-candidatos do PCdoB à prefeitura fica mais enxuta: Vanessa Grazziotin, Eron Bezerra e Lucia Antony.