Domingo, 28 de Fevereiro de 2021
Editorial

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22/01/2021 às 07:13

Um dos ingredientes da tragédia amazonense na crise sanitária é a ausência de coordenação federal na condução dos esforços de combate à pandemia de covid-19. Imerso em um cenário caótico, o Estado precisa buscar alternativas por conta própria. O Brasil inteiro foi tomado por uma sensação de alívio quando iniciou-se, finalmente, a vacinação. Mas o otimismo foi logo arrefecido diante do fato de que não temos vacinas suficientes para todos, tampouco insumos para a produção de imunizantes em território nacional. Para piorar, os principais fornecedores de tais insumos – China e Índia – não esqueceram dos ataques gratuitos por parte da “diplomacia” brasileira, que contra qualquer orientação de bom senso, não economizou em posicionamentos absolutamente inoportunos.

O fato é que, neste momento, não há qualquer garantia de fornecimento de insumos para produção de vacinas ou mesmo para compra de imunizantes prontos para uso. Com a pandemia avançando sem sinais de arrefecimento, não resta outra opção a estados e municípios a não ser buscar formas de garantir seu próprio abastecimento de vacinas. O Amazonas e a capital, Manaus, estão se mobilizando nesta direção. A Prefeitura de Manaus mantém negociações para a compra das vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Cruz) e pela farmacêutica AstraZeneca. Vale ressaltar que o município conta com recursos próprios para efetuar a compra, pelo menos R$ 5 milhões foram disponibilizados pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), por meio de emendas parlamentares. Em outra frente, na Assembleia Legislativa, há a proposta para a formação de um consórcio de Estados para aquisição de imunizantes.

Não é a solução ideal. Em um mundo paralelo,  a imunização da população já estaria avançando a passos largos, abreviando o fim da crise sanitária e a consequente retomada das atividades econômicas, dos empregos e do crescimento. Infelizmente, a realidade é o oposto. É inaceitável que instituições brasileiras tenham participado do desenvolvimento de duas vacinas e o País ainda não tenha assegurado a produção própria desses imunizantes em solo nacional, para benefício da própria população.


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