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Editorial

Campanha eleitoral nas redes sociais

02/07/2018 às 20:43
Show david

O Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE), instalado pela Procuradoria Regional Eleitoral do Amazonas mostra o quanto as redes sociais implicam no modelo de fazer campanha política no Brasil. As adaptações e a própria legislação eleitoral exigem tempo para obter melhor compreensão desses efeitos e distinguir o que é lícito e legal nos processos de campanhas políticas eleitorais, enquanto candidatos e assessores atuam para aproveitar as nuvens e se colocarem nas redes sociais como melhor opção em jogos diversos e por vezes violentos, falsos.

Ao buscar o PPE, a Procuradoria Eleitoral cria espaço e propõe discutir sobre as instâncias decisórias no trato do tema campanha eleitoral e as formas de uso de redes como Facebook, Instagram e Twitter. O terreno é movediço e infinito, o que põe em cena múltiplos problemas e desafios. No caso do PPE, o acionamento da PRE é resultado de representação feita pelo Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral e ao Caixa Dois a partir de denúncia contra o pré-candidato ao governo estadual, o presidente da Assembleia Legislativa, David Almeida (PSB), acusado de praticar propaganda eleitoral antecipada e de abuso econômico.

A internet produziu e produz mudanças radicais em todas as áreas, a de campanhas políticas representa uma das interfaces desse impacto ora em plena operacionalização. Os limites dessa atuação ainda estão por ser definidos e reivindicam conexões mais claras entre a legislação existente e o elemento novo que as redes sociais promovem a cada dia. Se na versão mais tradicional o controle já era difícil de ser feito e muitos obtiveram mandados porque desprezaram a conduta legal e justa, em tempo de virtualidade os recursos propiciam andar por terrenos cujas fronteiras são líquidas e põem em evidência inúmeras facilidades.

É nesse cenário que a lei deverá ser acionada e cumprida, redefinida a partir das radiografias que estão em contínua revelação. Aos fiscais da legislação e aos comitês de combate à corrupção eleitoral o trabalho ficou maior, mais complexo e exige muitos olhos, redes dentro das redes para identificar os possíveis abusos e crimes eleitorais. A internet é ao mesmo tempo a outra face de apoio no combate às condutas ilegais e na luta para assegurar campanhas eleitorais limpas e o voto o mais livre possível do eleitor brasileiro.