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Editorial

Chega de insegurança

17/07/2016 às 21:38 - Atualizado em 17/07/2016 às 22:51
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Lamentavelmente, seguimos vivendo tempos de insegurança e de violência que ainda não deram sinais de arrefecimento. A atual escalada de crimes, especialmente o latrocínio – roubo associado ao assassinato das vítimas – está relacionado à situação econômica enfrentada no País e que tem manifestado efeitos dramáticos em Manaus. Desnecessário mencionar o índice de demissões no Distrito Industrial, um dos principais empregadores da cidade, o que aumenta o contingente de pessoas sem trabalho e dispostas a qualquer coisa para garantir alguma renda.

Não é necessário nenhum estudo aprofundado para constatar a relação entre a crise e a violência. Isso foi bem explicado pela socióloga Ivana Medeiros em artigo recente. Ela explica que o avanço da crise econômica influencia também o aumento da violência, estando diretamente relacionado ao aumento da desigualdade social.

Segundo a socióloga, estamos acompanhando um retrocesso social, onde aproximadamente, três milhões de famílias, que ascenderam recentemente para a classe C, com a crise, começam a fazer o caminho inverso. Aí reside um dos grandes desafios do atual governo interino: frear a descida e criar ambiente favorável à retomada do crescimento. Mas o fortalecimento de projetos sociais precisa fazer parte disso para que a pobreza e as desigualdades sociais retomem a trajetória de declínio. A consequência será a redução da violência pelo combate a uma de suas causas: o desemprego e a falta de perspectivas.

O cenário de insegurança em Manaus, assim como em todo o País, também reflete o terror que toma conta da Europa por conta da ação de grupos extremistas. A semana que passou foi marcada por casos de supostos artefatos explosivos deixados em diferentes pontos da cidade, obrigando a atuação do Grupo Marte – equipe da polícia especializada no gerenciamento de situações envolvendo bombas. Trata-se do tipo de brincadeira de péssimo gosto evidentemente inspirada no terror que assola certas partes do mundo.

Violência doméstica, abuso infantil, insegurança nas ruas, e a cidade ainda precisa lidar com idiotas brincando de terroristas. O poder público e a sociedade precisam dar uma resposta dura para mudar este panorama. As ações precisam ser planejadas e executadas tendo em vista resultados práticos, não eleitoreiros. Manaus precisa ser maior que a crise e seus efeitos. Todas as formas de violência podem ser combatidas e derrotadas se houver vontade popular e atuação adequada do poder público.