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Editorial

Chega de insegurança em Manaus

20/07/2016 às 23:02
Show  ndicesa

Mais um inocente perdeu a vida, vítima da “guerra” que o crime está impondo aos moradores de Manaus. Impossível não se indignar com as circunstâncias da morte da assistente social Thammyrys  Costa Alexandre, 26 anos, que levou um tiro enquanto tentava escapar de um tiroteio entre policiais e dois assaltantes, nesta quarta-feira (20), no bairro da Compensa. A moça estava a caminho do salão de beleza, onde pretendia se arrumar para a colação de grau da irmã, uma vitória que também era dela, pois ajudou a pagar a festa com venda de doces. Um fim trágico, doloroso e inaceitável.

É algo que poderia acontecer com qualquer cidadão manauara. Infelizmente, o nível de insegurança que se instalou na cidade faz com que todos sejamos reféns, em risco permanente de sermos vitimados pelas circunstâncias.

Não é seguro aguardar o ônibus na parada. A qualquer hora pode ocorrer a abordagem por parte de bandidos dispostos a tudo. Foi  exatamente um arrastão em paradas de ônibus que causou o confronto entre policiais e assaltantes que resultou na morte de Tamires. Não existe horário seguro para ninguém; os assaltos ocorrem à luz do dia em ações cada vez mais ousadas.

Usar o transporte público na capital também é uma aventura que pode ser mortal. Na última terça-feira, a vítima foi o carpinteiro Waldenire Justino da Silva, 32, que levou um tiro na nuca ao tentar fugir de um assalto dentro de uma linha de ônibus. O risco de assalto no transporte público  é tão grande que muitos usuários chegam a ser assaltados várias vezes por mês.

A impressão é que o cenário está piorando. Ninguém se sente seguro e a população vive em estado de alerta permanente. Um quadro que não pode perdurar. É preciso que haja uma resposta firme para restabelecer a ordem. A criminalidade não pode vencer.

E essa resposta não pode ser apenas para passar uma imagem de tranquilidade durante os jogos Olímpicos. Precisa ser uma ação integrada para assegurar que o manauara possa viver sem medo de ser alvo da criminalidade a qualquer momento e em qualquer lugar.

As dificuldades financeiras do poder público não podem ser desculpa para reduzir despesas na área de segurança. Assim como nas demais áreas, é preciso otimizar recursos e agir com inteligência para prevenir o crime e devolver a paz aos cidadãos.