Publicidade
Editorial

Ciência e Tecnologia

11/05/2017 às 21:02 - Atualizado em 11/05/2017 às 21:05
Show ciencia03333

Nenhum País desenvolvido se erigiu como tal sem apostar profundamente no setor de Ciência e Tecnologia. O Brasil, por exemplo, está atrasado tecnologicamente em várias áreas das melhores economias exatamente por que não fez ciência boa e posteriormente aplicou isso em produtos tecnológicos.

Podemos ver isso claramente, por exemplo, na cadeia produtiva do principal bem de consumo dos brasileiros: o carro. Mais de 70% dos componentes de um veículo produzido no País são importados. O mesmo se pode dizer do estratégico setor dos remédios, posto que fora os remédios caseiros, todo o resto é comprado com patentes estrangeiras.

Para ver o exemplo contrário, podemos perguntar em que setor da economia o Brasil está em pé de igualdade com os países desenvolvidos? A resposta premia é o setor do agronegócio.

Pois bem, o agronegócio brasileiro é o mais acabado exemplo de ciência e tecnologia aplicada a um setor da economia por conta dos trabalhos de instituições como a Embrapa. Foi na Embrapa que se desenvolveu a melhor carne do mundo, a melhor produção de frangos, o melhor café do mundo.

No Amazonas o investimento em Ciência e Tecnologia sempre foi pequeno e estrategicamente nunca teve grande relevância. Isso mudou com a criação de um sistema nessa área que passou pela criação da Universidade do Estado do Amazonas, da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia e ainda o Fundo de Amparo a Pesquisa do Amazonas (Fapeam). A crise, contudo, atingiu em cheio o Governo do Estado e logo no início do governo José Melo a secretaria foi extinta, virando um anexo da Secretaria de Planejamento.

 Pois bem, melhor estruturado e com o desenvolvimento do projeto da nova matriz econômica e ambiental do Estado, ainda no governo Melo, viu-se a necessidade de se recriar a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Secti), compromisso político que ontem foi confirmado pelo novo governador interino David Almeida (PSD).

 “Eu vou cumprir esse planejamento, até porque não tem como planejar nada, eu assumi e eu vou cumprir um cronograma que já está estabelecido”, disse Almeida ao anunciar a separação entre Secretaria de Planejamento  e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Geodiversidade .